O laudo da Polícia Técnico-Científica sobre o acidente que matou a nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, em Guarujá, no litoral de São Paulo, não conseguiu determinar a velocidade do veículo nem as causas da colisão contra um poste. Segundo os peritos, o local do acidente já havia sido parcialmente alterado antes da realização dos exames.

O acidente ocorreu no bairro Pitangueiras, no dia 19 de julho. Oito amigos estavam no veículo e voltavam de uma festa em Santos (SP), mas apenas quatro compareceram à delegacia no dia do acidente. O carro era conduzido pelo empresário Murilo Abite, que se tornou réu por homicídio culposo e lesão corporal culposa.

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O laudo pericial conclui que foi possível estabelecer apenas a fase final do acidente, constando que o veículo invadiu a calçada e colidiu contra um poste de concreto. A causa do desvio da trajetória, porém, não pôde ser apontada tecnicamente.

Os peritos destacaram que o carro já havia sido removido à delegacia, bem como os destroços do poste haviam sido varridos do local, motivo pelo qual sua posição não pôde ser usada para a reconstrução precisa da dinâmica.

Motorista envolvido no acidente que matou a nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, foi solto em audiência de custódia

Arquivo pessoal e reprodução

Ainda segundo o exame, não foram encontradas marcas de frenagem atribuíveis com segurança ao acidente. Os peritos destacaram que o trecho era uma via pavimentada, em trecho predominantemente retilíneo e plano.

O laudo também não identificou outros elementos materiais suficientes para a determinação da velocidade, do ângulo exato de aproximação, da trajetória imediatamente anterior ao impacto ou de eventual manobra evasiva.

Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, morreu após o veículo em que ela estava bater em um poste em Guarujá (SP)

Voltavam de festa

O g1 apurou que os jovens haviam participado de uma festa no Centro de Santos (SP), na noite de sábado (18), e voltavam para Guarujá na manhã de domingo (19). Murilo contou ter bebido aproximadamente duas cervejas no evento e esperado várias horas para voltar ao Guarujá (SP), consumindo água durante o período.

Ele afirmou que era amigo de Daniella, que pediu carona para voltar para casa. Segundo o relato dele, ao chegar às proximidades da casa dela, ele perdeu o controle do carro ao passar em um buraco na Avenida Leomil.

Conforme o relatório médico do hospital para onde a jovem foi encaminhada, a morte dela foi atribuída a um traumatismo cranioencefálico (TCE) grave e choque hemorrágico.

Nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, morreu após o carro em que ela estava bater em um poste em Guarujá

Redes sociais e Reprodução

Murilo foi preso em flagrante após se recusar a fazer o bafômetro e ter a embriaguez atestada por um exame feito no Instituto Médico Legal (IML). Durante a audiência de custódia, ele foi liberado após pagar fiança de R$ 8,1 mil. Ele deverá cumprir as seguintes medidas cautelares:

Comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar suas atividades;

Proibição de ausentar-se da comarca ou mudar de domicílio sem prévia autorização;

Suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor.

Murilo Abite, de 26 anos, motorista que se tornou réu por homicídio culposo e lesão corporal culposa após o acidente que matou a nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25 anos, teve a liberdade provisória concedida

Arquivo Pessoal, Reprodução e Redes Sociais

O Ministério Público (MP) denunciou Murilo pela morte de Daniella e por ferimentos causados a uma outra passageira. O órgão também pediu que ele indenize os herdeiros da nutricionista em R$ 100 mil.

Para a promotoria, o acidente ocorreu em razão da influência de álcool e do "comprometimento da capacidade psicomotora" de Murilo, que agiu de forma imprudente e negligente ao dirigir o veículo embriagado.

Além disso, o MP sustentou que ele permitiu que os passageiros do banco traseiro trafegassem sem os cintos de segurança. A promotoria pediu a condenação dele por lesão corporal e homicídio culposo.

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