A declaração foi feita depois de a campanha de Lula levar ao Tribunal Superior Eleitoral alegações de que ferramentas da Meta e do X prejudicaram a candidatura petista e favoreceram a de Flávio Bolsonaro (PL). A coligação pediu a cassação da chapa do senador e as empresas foram citadas como interessadas no processo. A Meta afirmou ao TSE que trata os conteúdos das duas campanhas de forma igual.
“A gente vai provar agora que a gente vai derrotar o império digital. A Meta vai ter que ser reinventada porque ela não pode achar que pode enganar a humanidade todo tempo” , declarou Lula.
O presidente afirmou ainda que a empresa terá de “se enquadrar nos bons costumes e boas maneiras que a sociedade precisa para viver bem” . A transmissão buscou mobilizar integrantes do canal de WhatsApp Exército do Lula , administrado por Janones, na reta final do 2º turno.
REGULAMENTAÇÃO DAS PLATAFORMAS
Lula defendeu regras para as plataformas digitais e disse que crimes praticados na internet devem receber o mesmo tratamento dado a crimes cometidos fora dela.
“Queremos liberdade de expressão com responsabilidade. Já fizemos a regulamentação, o ECA Digital, que é a melhor regulamentação já feita em qualquer país do mundo” , afirmou.
O ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) estabelece regras específicas para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.
DISPUTA PELO CANAL NO TSE
O canal Exército do Lula também é objeto de uma disputa na Justiça Eleitoral. Em 11 de outubro, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques , a suspensão depois de pedido da campanha de Flávio, que alegou divulgação de informações falsas. No mesmo dia, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva , ordenou o restabelecimento do canal.
Em 13 de outubro, Nunes Marques voltou a suspender o funcionamento do canal e exigiu seu registro na Justiça Eleitoral. A campanha de Lula fez o registro, mas declarou que a medida não significava assumir a administração do espaço. No dia seguinte, o ministro determinou a reativação integral do canal, incluindo novas publicações e a entrada de seguidores.
Nesta 5ª feira (22.out), Nunes Marques deu 24 horas à Meta para apresentar um relatório técnico sobre o funcionamento do canal Exército do Lula. O ministro quer saber quais critérios a empresa usa para distinguir “mobilização legítima” de “comportamento coordenado potencialmente irregular” .

