A presença do Atlético-MG na decisão da Sul-Americana de 2026 representa um passo importante para estancar feridas do passado. Ao vencer o Montevideo City Torque, o clube tem uma nova oportunidade de reescrever a história e lidar com um trauma: o vice continental diante do Lanús em 2025.

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A derrota no torneio continental do ano passado, nas penalidades, gerou um impacto no clube: planejamento afetado - sem a vaga à Libertadores - e a decepção de não ter jogado bem contra um rival inferior e que aparecia como azarão na decisão.

Essa perda é comentada até hoje como um momento marcante no Galo. Antes da vitória no Uruguai, o CEO do clube, Pedro Daniel, disse que ouviu muito sobre aquele dia, já que chegou ao Alvinegro depois.

— Quando cheguei aqui em janeiro, todo mundo falava do dia 22 de novembro. Foi um dia duro, não queremos passar de novo aquela data. É um sentimento de todos. Quem passou por aquilo e por quem chegou depois, que comprou aquela dor. Feliz em voltar para a final - disse Daniel na zona mista depois da classificação para a final.

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O sentimento é parecido com o dos jogadores que estiveram em campo naquela final. Um dos líderes do elenco, o meia Bernard trata a derrota para o Lanús como mais dolorida do que o vice da Libertadores de 2024, diante do Botafogo.

— Perder títulos é muito difícil. Perder esse título da Sula doeu muito mais do que o da Libertadores. É lógico que todo mundo entende o peso de ganhar uma Libertadores ou uma Sul-Americana... A Libertadores é muito maior, tem um significado muito grande. Mas, sem dúvida nenhuma, quando a gente entende que o nosso time era melhor, jogava melhor, teve uma performance melhor na Sul-Americana. Doeu bastante — disse Bernard ao ge antes das oitavas do torneio.

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Bernard vê nova chance do Atlético-MG na Sula e cita peso do vice em 2025: "Doeu mais que

A linha da diretoria de futebol foi tratar a busca pela conquista como uma obsessão. A presença na final, para poder escrever um capítulo diferente, era um dos objetivos do clube na temporada.

Antes mesmo da competição começar, o diretor de futebol do Galo, Paulo Bracks, tratou como essencial estar na decisão.

— A Sul-Americana, até vocês mesmos dizem: aos trancos e barrancos, chegou à final. Vamos chegar aos trancos e barrancos de novo na final.

"Quero chegar à final da Sul-Americana. A Sul-Americana tem que ser uma obsessão esse ano, de tanto foi doído aquele 22 de novembro"

Atlético-MG leva susto, mas está na final da Sul-Americana

A nova oportunidade o coloca frente a frente com um gigante do continente: o Boca Juniors. O palco da grande final será o Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, na Colômbia, no dia 21 de novembro. O horário ainda será confirmado pela Conmebol.

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