# Preparado para Flávio ou Lula? O que fazer na última chance de calibrar investimentos

- Seção: Economia
- Fonte: InfoMoney (https://www.infomoney.com.br/onde-investir/preparado-para-flavio-ou-lula-o-que-fazer-na-ultima-chance-de-calibrar-investimentos/)
- Publicado em: 2026-10-23T08:00:00.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1314262-preparado-para-flavio-ou-lula-o-que-fazer-na-ultima-chance-de-calibrar

> O pregão desta sexta-feira (23) é o último antes do segundo turno da eleição presidencial, no domingo (25). Especialistas ouvidos pelo InfoMoney nas últimas semanas recomendam não mexer na carteira por impulso, ao sabor das pesquisas, que…

A linha comum entre as recomendações é atravessar a votação sem depender de um único resultado. Isso significa reequilibrar a carteira de volta à divisão planejada, manter a reserva de emergência longe de qualquer aposta e, para quem quer aproveitar oportunidades, entrar aos poucos. &#8220;Rebalancear para a alocação-alvo é uma forma de reduzir risco sem apostar em nenhum resultado&#8221;, resume Maria Carolina Luchesi, especialista de investimentos da Hike Capital.

O cuidado se explica pela assimetria apontada pelos gestores. Uma vitória de Flávio tende a trazer nova alta para Bolsa, real e títulos públicos, mas menor que a do primeiro turno. Já uma reeleição de Lula provocaria uma queda mais forte, capaz de apagar os ganhos das últimas semanas, segundo gestores ouvidos pelo InfoMoney .

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Reserva e pós-fixados

A reserva de emergência deve continuar em aplicações de baixo risco e liquidez diária, como o Tesouro Selic . Para quem não quer apostar na eleição, o pós-fixado permite atravessar a votação com juro real alto e sem risco de perda na marcação a mercado , embora possa deixar na mesa parte de uma eventual queda dos juros. O UBS Wealth Management rebaixou os pós-fixados para não atrativos em relatório de 14 de outubro, com o argumento de que a vantagem diminui com a Selic em queda.

Os títulos atrelados à inflação são os preferidos dos especialistas para o longo prazo, porque ainda pagam juro real elevado mesmo depois do rali eleitoral . UBS, Monte Bravo, Armor Capital e Genial estão entre as casas que mantêm a preferência. Quem pretende levar o título até o vencimento não precisa mexer na posição.

Para quem pensa em comprar agora, a orientação é fracionar os aportes. &#8220;Quem compra ou vende título no meio desse vaivém corre o risco de pegar o pior momento&#8221;, diz João Debom, sócio da Supernova Investimentos.

Aqui o consenso é de cautela. Boa parte da queda das taxas já ocorreu depois do primeiro turno, e gestores como a Armor e a AW Capital veem pouco espaço para novos ganhos. Os prefixados de prazo maior também estão entre os mais expostos a uma surpresa nas urnas, já que os juros longos seriam os mais atingidos por uma vitória de Lula. O UBS mantém a classe em neutra.

Crédito privado isento

Enquanto os títulos públicos se valorizaram, as debêntures incentivadas ficaram para trás e passaram a pagar, após o primeiro turno, um prêmio maior sobre o Tesouro, o que, para Ricardo Ara, gestor da Legacy Capital, deve atrair compradores. O retorno extra, porém, remunera riscos que o Tesouro não tem. Esses papéis não contam com a garantia do FGC e têm liquidez menor, por isso as casas que acompanham o setor recomendam priorizar emissores de boa qualidade e entrar aos poucos.

Nenhum dos especialistas recomenda desmontar a carteira de ações, mas a alta do ano deixou a fatia em Bolsa de muitos investidores acima do planejado, e, para Luchesi, reduzi-la é a forma mais simples de diminuir o risco. Para proteção, as indicações se concentram em exportadoras e empresas de receita previsível , como Embraer ( EMBJ3 ), WEG ( WEGE3 ), TIM ( TIMS3 ), Sabesp ( SBSP3 ) e Axia Energia ( AXIA3 ). Os setores mais expostos a uma frustração são os que mais subiram com a aposta em juros menores, como varejo, locadoras e construtoras.

Os três links novos são guias do InfoMoney, todos abertos agora para conferência.

Para quem quer manter a exposição à Bolsa com menos sobressalto, os fundos de ações de dividendos aparecem como alternativa. Em outubro, até o dia 19, 11 dos 13 fundos do segmento com patrimônio acima de R$ 100 milhões superaram o Índice de Dividendos da B3 (IDIV) .

Para Rogério Poppe, CEO da ARX Investimentos, esses fundos são uma forma mais segura de investir em ações para quem não quer ver muita oscilação no valor da cota. A contrapartida é que, num cenário de queda dos juros, as ações de dividendos tendem a subir menos que as de empresas de crescimento.

Dólar e exterior

Os investimentos no exterior funcionam como proteção, já que o dólar tende a subir num cenário de frustração com o resultado. Gestoras lembram, porém, que o objetivo dessa fatia é proteger a carteira, e não ganhar do CDI , e indicam entrada gradual. &#8220;A nossa leitura é não tentar extrapolar o que está acontecendo no curto prazo para o plano de longo prazo&#8221;, afirma Marina Valentini , da JPMorgan Asset Management.

Os próprios gestores reduziram o risco antes da votação, e alguns zeraram as posições. Para o investidor, isso desaconselha comprar cotas de fundos multimercados agora como forma de apostar na eleição, até porque o resgate pode levar dias ou semanas. O UBS mantém a classe como não atrativa.

Resumo das orientações

Classe O que dizem os especialistas Reserva de emergência Manter em liquidez diária, fora de apostas Tesouro Selic e pós-fixados Opção para atravessar a eleição sem risco de marcação Tesouro IPCA+ Preferido para o longo prazo; quem vai até o vencimento não precisa mexer Prefixados Cautela, pouco espaço para ganhos e mais exposição a surpresas Crédito privado isento Prêmio atrativo, com emissores de qualidade e entrada gradual Ações Rebalancear para a fatia planejada; proteção em exportadoras e empresas de receita previsível Dólar e exterior Manter como proteção e investir aos poucos Multimercados Evitar compras como aposta eleitoral

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