No último pregão antes do 2º turno das eleições presidenciais, investidores repercutem a nova pesquisa do Datafolha, divulgada na véspera. A prévia da inflação brasileira, o IPCA-15, também fica no radar, assim como os preços do petróleo no mercado internacional.

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O barril do Brent, referência internacional, subia 1,32% perto das 8h40, cotado a US$ 114,66. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,57% no mesmo horário, a US$ 101,03 o barril.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Acumulado da semana: -0,68%;

Acumulado do mês: -2,63%;

Acumulado do ano: -8,21%.

Acumulado da semana: -0,64%

Acumulado do mês: +9,54%;

Acumulado do ano: +26,68%.

Petróleo volta a ficar no radar

As tensões entre os Estados Unidos e o Irã seguem influenciando as cotações do petróleo no mercado internacional. Na véspera, o Teerã informou ao comandante do Exército do Paquistão que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas.

As falas reforçam o endurecimento da postura do país em relação às tratativas com os EUA, apesar dos esforços de mediação do Paquistão, seu principal interlocutor.

Segundo o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, Washington não poderá conquistar a confiança de Teerã até que cumpra as sete condições apresentadas pelo país no mês passado para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra.

As condições do Irã incluem, entre outras exigências, o fim do bloqueio dos EUA aos seus portos, o fim das sanções dos EUA às suas exportações de petróleo, bem como o fim das hostilidades em todas as frentes regionais.

Além disso, outro fator que influencia as cotações do petróleo nesta quinta-feira é a nova onda de ataques da Rússia contra a Ucrânia. Os dois países voltaram a trocar ataques, mesmo após os recentes esforços dos EUA para pôr fim ao conflito.

Na véspera, Moscou chegou a afirmar que estaria pronta para retomar as negociações com Kiev, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que espera que as conversas ocorram no início de novembro. Ainda assim, os ataques seguem acontecendo entre os dois países.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta sexta-feira. O destaque ficou com os novos dados do índice de gerentes de compras (PMI) do Japão, que teve um crescimento menor em outubro em relação a setembro, em meio à desaceleração da produção e das novas encomendas.

O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 0,9%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, avançou 1,7%. No Japão, o Nikkei recuou 0,34% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,30%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,69%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Foto de Karolina Kaboompics