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O segredo por trás do alcance estendido está na combinação de uma bateria maior com calibragem voltada para a economia de energia. Segundo a fabricante, o consumo médio registrado durante o percurso foi de aproximadamente 5,5 kWh a cada 100 km. Esse rendimento é considerado alto para um sedã executivo desse porte. Contudo, os detalhes sobre topografia e velocidade não foram divulgados.

BMW i3 chinês Divulgação/BMW

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Como funciona o teste de autonomia e por que o ciclo chinês é diferente?

A diferença de autonomia dos carros elétricos entre os mercados ocorre porque o padrão chinês CLTC adota parâmetros de condução mais brandos e velocidades médias menores do que os testes ocidentais. Enquanto o WLTP e o EPA exigem acelerações mais severas e velocidades de cruzeiro elevadas, a medição na China favorece trajetos urbanos lentos, resultando em números de alcance mais generosos.

<span class="hidden">&#8211;</span> Divulgação/BMW

Além da metodologia de medição, o i3 50L se diferencia das opções ocidentais na construção física. O modelo destinado ao mercado chinês tem entre-eixos alongado com 10,8 cm adicionais de comprimento. O espaço extra no assoalho permitiu a instalação de um pacote de baterias de 113,4 kWh, capacidade superior aos conjuntos de 82,8 kWh e 108,7 kWh utilizados na Europa e nos Estados Unidos.

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Qual é a diferença entre o BMW i3 vendido na China e as versões do ocidente?

As diferenças do BMW i3 chinês em relação às versões europeias estão no conjunto mecânico de motor único, na bateria de maior capacidade e nas soluções de carroceria. Enquanto a opção chinesa adota tração apenas no eixo traseiro e maçanetas externas adaptadas à legislação local, as configurações vendidas no ocidente apostam na tração integral xDrive com dois motores elétricos.

<span class="hidden">&#8211;</span> Divulgação/BMW

Na Europa, a gama do sedã começa no i3 40 xDrive, com 369 cv e bateria de 82,8 kWh, prometendo até 710 km de alcance (WLTP). Logo acima está o i3 50 xDrive, com 463 cv, bateria de 108,7 kWh e 0 a 100 km/h em 4,7 s, ante os 5,4 s do modelo de entrada. A versão mais potente declara 912 km de autonomia e suporta picos de recarga de 400 kW.

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Por que a bateria maior não é oferecida nos modelos ocidentais?

A instalação da bateria de 113,4 kWh é inviável nas variantes ocidentais do BMW i3 devido ao comprimento menor do entre-eixos da carroceria padrão. A fabricante adaptou a plataforma Neue Klasse para atender à demanda da China por veículos com espaço traseiro ampliado, aproveitando a estrutura mais longa para acomodar o conjunto físico de células adicionais sem comprometer a cabine.

<span class="hidden">&#8211;</span> Divulgação/BMW

Por conta dessa restrição de plataforma e do foco do consumidor europeu em dirigibilidade e menor peso total, a marca não prevê o lançamento do pacote de 113,4 kWh fora do território chinês. Para o mercado brasileiro e ocidental, as autonomias oficiais continuarão balizadas pelos testes do ciclo WLTP ou pelas medições do Inmetro, mantendo os 1.213 km restritos às estradas chinesas.