As ameaças de Trump contra a Bombardier, feitas em setembro, se tornaram uma questão política no Kansas, onde a empresa emprega 1.500 pessoas em Wichita. A ameaça de proibição gerou ligações ⁠para ‌a Casa Branca por parte de parlamentares do Kansas, ⁠incluindo o senador republicano Roger Marshall, que enfrenta uma disputa acirrada nas eleições legislativas de meio de mandato de 3 de novembro.

A Bombardier vai recrutar para 500 vagas em todo o território ​dos EUA e planeja criar mais 300 empregos por meio de projetos de expansão, informou a empresa ​em comunicado nesta sexta-feira.

A expansão incluirá um investimento inicial de cerca de US$270 milhões para o desenvolvimento de infraestrutura na primeira fase, segundo o comunicado.

“Com base em nossas conversas construtivas com o governo ‌dos EUA, vemos um caminho promissor ​para nossos trabalhadores aeroespaciais altamente qualificados, bem como um ambiente positivo para a Bombardier continuar buscando investimentos diretos para ampliar nossa presença ⁠nos Estados Unidos”, ​disse o presidente-executivo ​Eric Martel.

As contratações serão distribuídas entre o Texas, o Kansas, o Indiana ⁠e Connecticut, informou a ​empresa.

Em uma postagem no Truth Social na noite de quinta-feira, Trump afirmou que o investimento da Bombardier criaria milhares de ​empregos no Kansas, no Texas e em Indiana, e atribuiu o mérito do acordo a ​Marshall e ao ⁠procurador-geral do Texas, Ken Paxton.

A Bombardier, que adquiriu a Learjet e ⁠estabeleceu sua sede nos EUA no Kansas em 1990, possui 3.500 postos de trabalho nos EUA, dos quais mais de 40% estão em Wichita.

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