“Eu vejo um horizonte de maior pressão de crédito, de custo de crédito, de índices de inadimplência um pouco maiores, mas eu tenho a segurança de que a nossa carteira é uma carteira muito mais controlada do que o mercado”, afirmou o CEO em coletiva à imprensa, um dia após a divulgação do balanço do terceiro trimestre, com lucro líquido recorrente de R$7,1 bilhões, alta de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado, em linha com as previsões no mercado.

Bradesco tem 11 altas seguidas no lucro, mas inadimplência preocupa; como foi o 3T?

O Bradesco manteve a sequência de expansão dos lucros e avançou em eficiência operacional, mas a piora da qualidade dos ativos e a pressão sobre spreads seguem no radar dos analistas

No final de setembro, a carteira de crédito do Bradesco somou R$1,15 trilhão, aumento de 11,1% ano a ano, enquanto o índice de inadimplência acima de 90 dias no terceiro trimestre ficou em 4,6%, de 4,1% um ano antes. O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, cresceu 24,3%, a R$10,6 bilhões. Dados do Banco Central mostraram que a inadimplência no segmento de recursos livres no país chegou a 6,6% em agosto.

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