A família da professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, espancada na rua por Kaio Kalton de Brito, de 22 anos, enquanto caminhava no Setor Bueno, em Goiânia, manifestou profundo abalo após o ocorrido. Em um vídeo publicado nas redes sociais, uma prima da idosa, Camila Caramaschi, fez um desabafo, cobrou rigor da Justiça e expressou a comoção da família (veja o vídeo acima).

A mulher, que mora fora do Brasil, relatou o impacto da violência e o temor da família de que o suspeito seja colocado em liberdade.

"Nossa família está profundamente abalada com tamanha crueldade. O agressor está preso por tentativa de feminicídio, mas tememos que ele volte às ruas. Precisamos de justiça, de leis mais rigorosas e, sobretudo, de proteção para as nossas famílias", desabafou.

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A agressão ocorreu no domingo (18). Elizabeth foi atacada com uma garrafa de vidro quebrada enquanto fazia uma caminhada. A idosa sofreu fraturas em praticamente todos os ossos do rosto e precisará passar por uma cirurgia bucomaxilofacial, segundo o filho, Thiago Caramaschi. Ela também teve ferimentos na cabeça e uma perfuração no pulmão.

Ao g1, a Defensoria Pública do Estado de Goiás, responsável pela defesa de Kaio, disse que "representou o investigado durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal e constitucional de garantir a defesa de pessoas que não tenham condições de pagar por um profissional particular, e não comentará o caso".

O ataque foi registrado por uma câmera de segurança. Elizabeth está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo), sob ventilação mecânica e em coma induzido (veja o vídeo abaixo).

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Segundo Camila, ver a tia ser vítima de uma violência dessa gravidade é estarrecedor.

"Hoje, ver uma pessoa tão querida passar por essa brutalidade é devastador. Peço que vocês sejam a voz de Elizabeth e de tantas outras vítimas que não podem falar por si. Ela poderia ser a sua mãe, a sua avó e a sua tia", declarou.

A prima também agradeceu às pessoas que prestaram os primeiros socorros no local e à equipe de saúde responsável pelo atendimento hospitalar.

"Agradeço profundamente a quem socorreu e aos médicos que estão lutando pela vida dela. Ela tem um nome: Elizabeth. Justiça por Elizabeth. Que nenhuma outra família precise viver esse terror", finalizou.

Camila Caramashi é prima da professora Elizabeth Caramashi

Professora apresenta melhora

Segundo Thiago, a idosa apresentou evolução positiva no quadro clínico, embora seu estado de saúde ainda seja considerado grave e instável. A atualização foi divulgada pelo filho na quinta-feira (22).

De acordo com ele, a mãe começou a receber alimentação por sonda, e os medicamentos estabilizadores estão sendo reduzidos gradativamente.

"Houve uma melhora significativa de ontem para hoje! O colar cervical foi retirado, e tudo indica que não houve danos à coluna vertebral. Queremos agradecer todas as orações, o apoio e, em especial, ao corpo médico e de enfermagem do HUGO", informou o comunicado compartilhado por Thiago.

Segundo o filho, a equipe médica já autorizou a realização da primeira cirurgia bucomaxilofacial, que ocorrerá assim que a professora estiver mais estabilizada. Novos exames de ultrassonografia do crânio, tórax e abdômen também foram programados para monitorar as lesões.

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Suspeito era procurado pela família desde setembro

Kaio foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. Ele deve responder por tentativa de feminicídio. Antes de ser preso pela agressão à idosa, era procurado pela família desde o final de setembro. Os parentes chegaram a divulgar um cartaz de desaparecido na região.

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Ao g1, Kiuany Vitória Lemes Batista, de 18 anos, companheira de Kaio Kalton de Brito, de 22, contou que ele desapareceu no dia 28, em Pontalina, no sul de Goiás, e só foi encontrado após a repercussão do crime na imprensa.

"Tivemos notícias sobre ele somente ontem pela televisão, após ele ser preso por atacar uma senhora. Entramos em choque porque ninguém entrou em contato nem comigo nem com a família dele", afirmou em entrevista ao g1.

De acordo com Kiuany, que está em Goiânia com a sogra, o companheiro nunca demonstrou histórico de violência, o que aumentou a perplexidade dos parentes diante da situação.

"Estou sem acreditar até agora que ele foi capaz de fazer isso, até porque ele nunca foi agressivo", destacou a companheira.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Goiás.

Suspeito foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva

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