Segundo reportagens anteriores do The U.S. Sun , a entrega teria ocorrido durante uma visita de Tyson a Washington, em novembro do ano passado. Fontes ouvidas pelo veículo afirmaram que um dos assessores mais próximos de Diddy abordou o boxeador discretamente, entregou-lhe um envelope lacrado e só então explicou seu conteúdo: um apelo direto ao presidente por um perdão. Tyson teria ficado desconfortável com a situação, mas levou a carta adiante. Em janeiro de 2026, Trump confirmou ao The New York Times que havia recebido o pedido — e que o recusara. O presidente disse que já havia sido amigo do fundador da Bad Boy Records , mas que a relação esfriou quando ele entrou na política, sugerindo que esse histórico pesaria contra uma eventual clemência.

A relação entre Tyson e Trump é antiga. Ao longo das décadas, o ex-campeão de boxe esteve ao lado do presidente em diversas ocasiões públicas e privadas. A proximidade começou no período em que Tyson era campeão mundial dos pesos-pesados e Trump promovia grandes lutas em Atlantic City. Essa conexão pode explicar por que Diddy escolheu o boxeador como intermediário. Na entrevista, Tyson também deixou claro que continua amigo do músico de rap, mesmo após a condenação: “Sou amigo do Puff ”, afirmou.

Tyson aproveitou a conversa para questionar a estratégia jurídica adotada contra Diddy . O produtor foi condenado, em julho de 2025, por duas acusações enquadradas na Mann Act , lei federal com mais de 110 anos que proíbe o transporte de pessoas entre estados para fins de prostituição. O júri o absolveu das acusações mais graves — conspiração criminosa e tráfico sexual —, mas as duas condenações restantes resultaram na pena atual. Diddy mantém que é inocente, recorre da sentença e ainda enfrenta mais de 70 processos civis nos Estados Unidos.

Com o pedido de clemência negado e a apelação criminal em andamento, Diddy permanece detido na FCI Fort Dix. Antes do julgamento dos recursos, a previsão de soltura era março de 2028. Tyson cumpriu o que lhe foi pedido; por enquanto, porém, a resposta da Casa Branca foi negativa.

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