O tribunal também pediu que as plataformas digitais adotem as mesmas regras e medidas em relação às campanhas de candidatos que disputam o segundo turno, no próximo domingo (25).
"O TSE não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. Os prazos dos processos de propaganda são sempre curtos. Ilações a partir desses despachos que pedem informação em tempo curto são absolutamente indevidos.".
A nota faz referência à determinação do presidente da Corte, ministro Nunes Marques, que demandou um "pente fino" da área técnica da Meta (dona do WhatsApp, Instagram e Facebook) sobre o canal "Exército do Lula", liderado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Nunes Marques atendeu a um pedido feito pela campanha do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. A equipe do senador alega que há, na plataforma, divulgação de notícias falsas contra o adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.
🔎Segundo a determinação do ministro, a Meta deve apresentar um relatório em até 24h. O prazo termina por volta das 18h desta sexta.
A nova determinação é mais um capítulo da disputa em torno do canal. Na semana passada, Nunes Marques chegou a determinar sua suspensão.
O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu essa ordem e reabilitou a página. Depois de novos desdobramentos, Nunes Marques determinou, em 14 de outubro, o restabelecimento integral do canal (entenda mais abaixo).
Reunião com plataformas
Na manhã desta sexta, ministros do TSE responsáveis pela área de propaganda eleitoral se reuniram com representantes da Meta, dona do WhatsApp, do Instagram e do Facebook, e das plataformas X, Google, TikTok e Kwai no país.