Em maio, o DER-SP havia comunicado à Justiça a implantação de outra passarela, mas em Campinas . A estrutura deve ficar na altura do km 90,3, entre os bairros Cidade Singer e Jardim Campo Belo.

Fases de estudos

O departamento também atualizou as etapas dos projetos das passarelas. A passagem que será construída em Campinas está em fase de contratação de estudos técnicos e elaboração de projeto executivo. Segundo o DER-SP, a implantação deve ocorrer “com a maior brevidade possível”, com o objetivo de reduzir os riscos enfrentados por moradores que atravessam a pista pulando as barreiras de proteção.

“A abertura da licitação e definição dos demais prazos e valores relativos à execução da obra ocorrerão após a finalização do projeto executivo, em acordo com a legislação vigente”, disse em nota.

Já a segunda passarela, que será construída em Vinhedo, ainda está em fase de estudo de viabilidade técnica.

Quando começam as obras?

Em entrevista à EPTV Campinas no início do mês, o governador reeleito Tarcísio de Freitas afirmou que as estruturas devem começar a ser construídas em 2027.

“Vai ser feito, já tem duas passarelas previstas e a ideia é que a gente comece ano que vem”, afirmou o governador ao ser questionado sobre os problemas enfrentados por moradores da região, que precisam percorrer longas distâncias para acessar os dois lados da rodovia.

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Travessia virou problema após duplicação da rodovia

A Miguel Melhado teve a duplicação entregue pelo Governo de São Paulo em abril deste ano. Uma vez que a rodovia passou a ter pista elevada, foi implantada uma passagem subterrânea como alternativa para pedestres que passam pela região da Cidade Singer e do Jardim Campo Belo. Porém, o acesso exige uma caminhada de cerca de 600 metros.

Segundo moradores da região do km 90,3, o trajeto é longo e inseguro, o que faz com que muitas pessoas atravessem diretamente pela pista, em um trecho sem faixa de pedestres ou semáforo.

Pedido foi levado à Justiça

Com isso, a construção da passarela foi alvo de cobranças judiciais feitas pela Sociedade Protetora da Diversidade das Espécies e pelo Movimento de Resistência Miguel Melhado.

O Ministério Público do Estado de São Paulo também solicitou estudos técnicos para implantação da estrutura.

Os grupos apresentaram à Justiça um relatório com fotografias e reportagens mostrando moradores atravessando a rodovia de forma irregular devido à falta de opções seguras.

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