“Quanto ao impacto fiscal, não tenho esse número agora, porque ainda se trata de um anúncio de campanha, não de uma medida estruturada como ato de governo”, declarou, em entrevista ao UOL .
O anúncio se soma às medidas de alívio financeiro apresentadas pelo governo Lula em 2026, entre elas o Desenrola Brasil 3.0 e a proposta de perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas de MEIs (microempreendedores individuais) inscritas na Dívida Ativa da União.
A ausência de estimativa para a nova iniciativa dificulta a avaliação do custo total das medidas anunciadas em ano eleitoral.
Durigan afirmou que o governo pretende evitar programas amplos de benefícios tributários sem mecanismos adequados de controle. Ele citou o programa de socorro ao setor de eventos criado durante a pandemia, cujo impacto, segundo o ministro, superou R$ 50 bilhões.
“Quem se comprometeu com o fiscal precisa ter cuidado com programas abertos, com pouco controle e muita margem para corrupção” , afirmou.
O ministro disse que a revisão de benefícios tributários foi uma das principais medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo Lula, incluindo mudanças na desoneração da folha de pagamentos e na tributação de recursos mantidos no exterior.
Durigan também defendeu a continuidade do ajuste das contas públicas a partir de 2027, com redução gradual de despesas obrigatórias.
Segundo ele, o governo pretende ampliar os resultados fiscais positivos nos próximos anos, mas não será possível resolver o problema do endividamento público imediatamente.
O ministro não detalhou quais despesas obrigatórias poderão ser reduzidas nem apresentou um cronograma para os cortes.

