A obra Íris foi arrematada após uma disputa de aproximadamente 45 minutos entre seis interessados, segundo a Reuters. O valor final, incluindo comissões, ficou cerca de 67% acima da estimativa máxima de 30 milhões de euros.
O comprador é um colecionador asiático, que participou do leilão por telefone e cuja identidade não foi divulgada.
Com a venda, Íris ultrapassou o recorde anterior de uma obra negociada em leilão na França, que pertencia a Head of a Caryatid , do italiano Amedeo Modigliani. A escultura foi vendida por 43,2 milhões de euros em 2010.
Pintura de Monet ficou décadas longe do público
Produzida entre 1924 e 1925, Íris retrata flores do jardim de Monet em Giverny, no norte da França. A pintura mede aproximadamente 1,60 metro de altura por 1,80 metro de largura e pertence à fase final da carreira do artista, que morreu em 1926.
A obra permaneceu durante décadas em uma coleção particular e era conhecida principalmente por uma reprodução em preto e branco, antes de reaparecer no mercado de arte. Antes de integrar a coleção da família Schlumberger, passou pelas mãos de Michel Monet, filho do pintor, e pela galeria de arte Katia Granoff, em Paris.
A Sotheby’s, responsável pelo leilão, estimava que a pintura alcançaria entre 22 milhões e 30 milhões de euros. O lance vencedor chegou a 43 milhões de euros, antes da inclusão das comissões.
Apesar do novo recorde francês, a pintura não é a obra mais cara de Monet já vendida no mundo. Essa marca pertence a Meules , da série de pinturas de palheiros, arrematada por US$ 110,7 milhões em Nova York, em 2019.
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