“Entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a 1ª opção” , escreveu em publicação no X .

Sobre Lula, citou a condução das contas públicas, a polarização política e a indicação de aliados para o STF. A respeito de Flávio, afirmou que o senador não tem experiência suficiente para governar o país e mencionou suspeitas envolvendo o congressista, como o caso das rachadinhas.

“Vamos, mais uma vez, para um pleito a ser definido pela rejeição e não pela escolha” , escreveu.

Em 2022, Amoêdo também declarou voto em Lula no 2º turno, contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2018, no entanto, apoiou Bolsonaro na 2ª etapa da eleição presidencial.

Eis a íntegra da postagem de Amoêdo:

“No domingo iremos, pela terceira vez consecutiva, decidir entre o petismo e o bolsonarismo. A minha sensação como cidadão é de frustração e preocupação.

“Frustração pela nossa apatia em relação à política, em especial da nossa elite. Fomos incapazes de construir, nos últimos anos, uma alternativa decente e competitiva que nos tirasse dessa armadilha das últimas 3 eleições presidenciais.

“Vamos, mais uma vez, para um pleito a ser definido pela rejeição e não pela escolha.

“A discussão de propostas, de um plano para o País e o debate de ideias foram substituídos pelos ataques baixos e pessoais ao oponente. Fica evidente a incapacidade de ambos os lados de construírem uma nação próspera.

“O PT inaugurou o nós contra eles, dividindo os brasileiros, e o bolsonarismo, que nasceu já dentro dessa lógica, levou-a a um outro patamar.

“A urna, que deveria ser o momento para definirmos o futuro da nação, tornou-se, para muitos, um momento de expressão de raiva.

“Lula errou do início ao fim do seu mandato.

“Não promoveu o diálogo com quem pensa diferente, indicou amigos para o STF, insistiu na polarização, cercou-se de um núcleo duro despreparado, foi irresponsável com as contas públicas e adotou medidas eleitoreiras de mais gasto público.

“E, depois de todas essas ações, com baixa aprovação e com as limitações da idade, cometeu o maior erro: resolveu ser candidato pela 4ª vez.

“Flávio, por sua vez, não tem absolutamente nada que o credencie a governar o País. Falta postura, credibilidade e competência. Foi um senador sem qualquer iniciativa produtiva na área econômica, na segurança ou na educação. É conhecido apenas pelo sobrenome e pelo envolvimento em inúmeros casos suspeitos: rachadinha, lavagem de dinheiro, proximidade com membros da milícia e com golpistas. Está cercado de conhecidos oportunistas e seu objetivo maior é conceder o indulto ao pai, condenado por tentativa de golpe.

“O quadro político definido após o primeiro turno torna o meu sentimento de preocupação ainda maior do que o de frustração.

“Lula, se eleito, fará seu último mandato, sem nenhum sucessor definido, tem um vice-presidente com comprovada experiência na gestão pública e, apesar de ter a oportunidade de indicar membros do STF, encontrará forte oposição no Senado.

“Flávio, diferentemente, poderá se candidatar à reeleição, tem um vice-presidente desconhecido, terá uma Câmara e um Senado extremamente favoráveis e aliados comandando os principais estados brasileiros.

“São alternativas totalmente distintas para quem anseia por renovação em 2030 e teme a perpetuação de uma família no poder.

“Em 2018 e 2022, declarei o meu voto no segundo turno. Não foram decisões fáceis e sem ônus pessoais, pelo contrário. Nesse ano será ainda mais difícil. Entretanto, não expressar o que penso seria aceitar a ideia de que vivemos em um país onde as pessoas não são livres para emitirem a sua opinião pelo receio de serem agredidas. Não é essa nação que desejo.

“Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção.”