# Famílias acusam buffets de Sorocaba e Votorantim de calote em festas infantis

- Seção: Itatiba e Região
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/10/23/familias-acusam-buffets-de-sorocaba-e-votorantim-de-calote-em-festas-infantis.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-23T21:16:41.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1324218-familias-acusam-buffets-de-sorocaba-e-votorantim-de-calote-em-festas-infantis

> Famílias que contrataram o buffet "Casa do Vovô", de Sorocaba (SP), alegam que tiveram festas canceladas sem reembolso dos valores pagos

Famílias acusam dois buffets infantis localizados em Sorocaba e Votorantim (SP) de cancelarem festas de aniversários dos filhos e não entregarem serviços contratados quando as comemorações acontecem. Os estabelecimentos têm a mesma administração.

Contratantes ouvidos pelo g1 afirmam que as festas foram canceladas em cima da hora, sem a devolução dos pagamentos antecipados. Um grupo criado em um aplicativo de mensagens para compartilhar informações sobre os casos já conta com mais de 50 pessoas. Os buffest não haviam se posicionado até a publicação desta reportagem.

A empresária Solange Nazaro Cassar Arruda contratou o buffet “Casa do Vovô”, localizado no Jardim Europa, em Sorocaba, para o aniversário do filho de dois anos, que deveria ter ocorrido em 10 de outubro de 2026 e custou por volta de R$ 5 mil. Na data marcada, uma hora antes do início da festa, ela recebeu uma mensagem do salão cancelando a festa.

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“Eles disseram que tinham entrado no buffet e roubado a fiação, televisão e videogames e, por isso, estavam sem estrutura e energia elétrica para realizar a festa. Eu não sabia o que fazer, foi uma frustração muito grande. Tive que ligar para os convidados correndo, para que não se deslocassem. Mesmo assim, eu não consegui avisar todo mundo e teve gente que chegou lá e viu o salão fechado”, contou.

Após o cancelamento, Solange tentou contato com o buffet, mas não obteve resposta. Dias depois, as mensagens foram retomadas e o salão ofereceu um acordo para ressarcir o valor em seis parcelas, condição que não foi aceita por ela.

“Foi uma tristeza. É claro que a parte financeira é importante, eu quero sim o meu valor de volta, mas o que mais ficou foi a questão sentimental. Estou grávida de oito meses e passei um nervoso muito grande no dia e tive que fazer correndo outra comemoração no outro dia. Várias pessoas não puderam comparecer. O meu pai pagou um rodízio de pizza para os convidados, mas não era isso que estávamos esperando”, desabafou.

A história de Solange e de outros contratantes se espalhou e provocou insegurança naqueles que ainda têm festas agendadas. Uma dessas pessoas é Ariane Mendes, professora no Centro de Educação Infantil “Zilda Pereira Aguilera” (CEI-89), na Vila Helena.

“Todos os anos, nossa equipe organiza com muito carinho a formatura das crianças do Pré II, que estão encerrando uma etapa importante na Educação Infantil. Em 2026, são cerca de 300 crianças, distribuídas em 12 salas. Contratamos esse buffet três anos seguidos e nunca tivemos problemas. Há cerca de um mês, estamos tentando contato para conseguir a documentação exigida pela prefeitura, para dar continuidade à organização do evento, mas descobrimos que o estabelecimento havia fechado”, detalhou a professora.

Ariane alegou que, desde então, têm enfrentado dificuldades para obter esclarecimentos do buffet. Os valores investidos na contratação do salão foram arrecadados com os pais dos alunos, mas para aqueles que não podem arcar, a Associação de Pais e Mestres (APM) e até alguns professores cobrem os custos para nenhuma criança ficar de fora.

“Continuamos sem solução. Estamos diante de um prejuízo de R$ 7 mil e, principalmente, do risco de não conseguirmos realizar a tão esperada formatura das nossas crianças. É angustiante pensar que todo esforço das professoras, famílias e da APM possa ser comprometido por essa situação”.

Daisy de Oliveira Luz contratou o buffet infantil de Sorocaba, mas não ficou satisfeita com a estrutura encontrada no local

A professora Daisy de Oliveira Luz também contratou o buffet “Casa do Vovô” para o aniversário de 4 anos da filha, Lara. A festa foi realizada no dia 26 de setembro de 2026, mas ela alega que os serviços contratados não foram entregues como acordado.

“Os convidados chegaram no horário, mas a comida só começou a ser servida uma hora e meia depois, mas não eram os salgados que estavam no contrato, substituíram por outros. Os primeiros oferecidos estavam encharcados de óleo. Além disso, os docinhos que eu contratei também não vieram e não houve brincadeiras com as crianças”, relatou.

A professora afirmou ter tido uma crise de choro na festa e alegou ter feito uma reclamação com o responsável pelo contrato, uma vez que teriam dito a ela que o gerente não estava. “O responsável com quem fechei o contrato disse que houve um imprevisto e que faria o possível para servir os convidados. Um tempo depois, serviram crepe e churros queimados, além de macarrão muito cozido”.

Daisy declarou, ainda, que havia brinquedos do salão que não funcionavam e que o banheiro estava sujo, molhado e com vazamento. A professora contratou uma festa para 55 pessoas, que custou R$ 3,5 mil, pagos antecipadamente.

“Foi horrível. Foi tudo tão planejado e, justo no dia, deu tudo errado. Me senti frustrada e envergonhada pelo desleixo do lugar. Um descaso, falta de respeito."

Após fazer uma reclamação nas redes sociais, Daisy chegou a fazer um acordo de reembolso com o proprietário do buffet, condicionado a apagar a publicação feita. “Consultei uma advogada, concordei e eles fizeram um novo contrato reconhecendo a falha, mas não foi feito o pagamento da primeira parcela na data acordada”, explicou.

Contratante afirma que comidas servidas na festa do filho de quatro anos não foram aquelas acertadas na assinatura do contrato

Buffet em Votorantim

A festa de 11 anos do primo de uma contratante, que prefere não se identificar, deveria ter acontecido no dia 19 de outubro de 2026, no buffet “Toca do Vovô”, localizado no Parque Bela Vista, em Votorantim. No entanto, o evento foi cancelado quase um hora e meia antes do marcado.

“Me mandaram uma mensagem alegando que não haveria festa, pois o salão estava com problemas estruturais e, por esse motivo, não daria mais para realizar eventos no local. Quando questionei, eles simplesmente não me responderam mais”, disse.

Em mensagem enviada por aplicativo de mensagens, o buffet se comprometeu a restituir o valor investido pela contratante de quase R$ 3,5 mil, mas oferecendo um pagamento em seis parcelas. “Considerando o elevado número de contratos afetados simultaneamente e o impacto financeiro decorrente da interrupção das atividades, a empresa não dispõe, neste momento, de recursos suficientes para realizar todas as devoluções em pagamento único”, dizia uma das mensagens.

Após esse retorno, a contratante não teve mais contato com o buffet. “Mandei mais mensagens, perguntando quando iriam devolver o valor e nunca mais me responderam”.

O g1 entrou em contato com a administradora dos buffets "Casa do Vovô” e “Toca do Vovô”, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Contratante do buffet "Toca do Vovô", em Votorantim (SP), afirmou ter investido R$ 3,5 mil em uma festa que não aconteceu

Google Street View/Reprodução

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Reportagem completa: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/10/23/familias-acusam-buffets-de-sorocaba-e-votorantim-de-calote-em-festas-infantis.ghtml

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