A merenda de 183 escolas estaduais em Macapá e Santana receberá R$ 7,6 milhões em produtos da agricultura familiar em 2026. Os contratos foram firmados pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) para abastecer a rede pública de ensino com alimentos regionais.

A medida atende a uma diretriz do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que utiliza repasses federais para comprar alimentos de produtores locais.

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Desde a metade de 2024, a totalidade dessa verba em Macapá e Santana vem sendo direcionada para produtores da região, somando mais de R$ 8,4 milhões no período.

O que vai para a mesa dos alunos

Atualmente, 18 itens são adquiridos da agricultura familiar por meio de chamadas públicas. O cardápio inclui frutas, hortaliças, legumes, farinha de mandioca, polpas de frutas e açaí.

Na Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes, no Centro de Macapá, a merenda servida na última quinta-feira (22) acompanhou arroz temperado, carne moída com legumes, couve, cenoura, banana e farinha.

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Para os estudantes, o cardápio diversificado impacta diretamente a rotina escolar.

"A comida da escola é muito boa e tem bastante variedade. A gente tem frutas, verduras e refeições diferentes durante a semana. É muito bom poder estudar e ter uma alimentação preparada aqui para nós", conta a aluna do 2º ano, Dominic Rodrigues.

Estudante Dominic Rodrigues, do segundo ano.

Recursos estaduais complementam verba federal

Além da verba federal do Pnae, o estado repassa verbas do Programa de Alimentação Escolar (Proem) diretamente para as unidades de ensino. O montante é utilizado para comprar outros itens básicos de consumo que não vêm da agricultura familiar, como carnes e grãos.

Enquanto a Seed coordena as chamadas públicas para os produtores locais, cada unidade escolar faz a compra direta dos demais alimentos com o orçamento do programa estadual.

Atendimento a estudantes indígenas e quilombolas

Em julho de 2026, uma chamada pública de R$ 718,9 mil foi lançada para comprar 33 itens da agricultura familiar voltados a comunidades tradicionais.

A medida atende cerca de 7,4 mil alunos de 77 escolas em áreas indígenas e quilombolas. O cardápio diferenciado inclui produtos locais como pescado, açaí, bacaba, farinhas, frutas e verduras.

Para 2026, o abastecimento envolve 16 contratos divididos entre duas cooperativas, quatro associações e dez agricultores individuais. A estimativa é atender 468 produtores rurais diretos e cerca de 2 mil fornecedores e familiares na região.

Entre as entidades cadastradas estão:

Attafex-San: Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da Agricultura Familiar e do Extrativismo de Santana;

Paif: Associação dos Produtores Agroextrativistas da Ilha do Franco (Arquipélago do Bailique);

Amacrep: Associação de Moradores e Agricultores da Comunidade da Ressaca da Pedreira;

Acipol: Associação dos Agricultores Familiares e Aquicultores do Polo Hortifrutigranjeiro da Fazendinha (Macapá.

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