Alunos da Universidade Federal de Roraima (UFRR) de pelo menos 10 cursos da graduação ergueram, nesta sexta-feira (23), bandeiras antifascistas na frente dos prédios no campus Paricarana, em Boa Vista. O movimento ocorre uma semana após o caso de invasão e destruição de materiais informativos no bloco de Direito.

O deputado estadual Marcinho Belota (PL) e a blogueira de direita Athally Albuquerque (Republicanos), ex-candidata a deputada federal não eleita, são investigados pela Polícia Federal por suspeita de invadir um bloco da UFRR e destruir panfletos sobre o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), sob a alegação de que eram "fake news".

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No dia 17 de outubro, um grupo de cerca de cinco pessoas entrou nos blocos de Direito e do Centro de Ciências Humanas (CCH) da UFRR, em Boa Vista, interrompeu aulas e retirou cartazes informativos e políticos. Segundo a Polícia Militar, os integrantes alegaram que fiscalizavam propaganda político-partidária na universidade.

Entre os centros acadêmicos dos cursos que ergueram a bandeira antifascista estão: Administração, Artes, Biologia, Ciências Sociais, Direito, Enfermagem, Geografia, Medicina, Medicina Veterinária e Música.

A mobilização é uma iniciativa dos Centros Acadêmicos de cada curso, que receberam apoio de uma arrecadação coletiva de recursos organizada pelos próprios estudantes, principalmente do curso de Direito e pessoas de fora da universidade para custear as bandeiras.

A presidente do Diretório Central dos Estudantes, Gabriella Chagas, do curso de enfermagem, destaca a união dos centros acadêmicos após o caso de invasão e destruição.

“É como se eu estivesse vivendo um sonho como presidente do DCE, de ver os centros acadêmicos tão ativos e se unindo contra essa censura que está acontecendo. É um momento muito histórico, os centros acadêmicos estão muito unidos nessa situação”, afirmou.

De acordo com o professor doutor do Centro de Educação da UFRR, Edison Riuitiro Oyama, explica que o fascismo é um movimento social de controle por meio do subjugamento do líder do executivo.

"Suas características seriam um extremo nacionalismo, um culto à figura do líder, a ideia de uma raça superior, que seria a raça ariana, que iria povoar e conquistar o resto do mundo, um anticomunismo ao extremo, um antiliberalismo, o uso da violência e a supremacia da raça", afirmou.

Em nota sobre o caso ocorrido no dia 16 de outubro, a UFRR manifestou "veemente repúdio" aos atos de invasão e depredação ocorridos no Centro Acadêmico de Direito. A instituição afirmou que divergências políticas fazem parte da vida universitária, mas destacou que não tolerará intimidação, destruição de patrimônio ou ações que comprometam o ambiente democrático.

PF investiga deputado e blogueira de direita por invasão e destruição de materiais na UFRR

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