Ingrid Ribeiro/TV Globo; Amanda Sales/TV Globo

As campanhas de Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) chegaram ao segundo turno com desafios diferentes.

De um lado, Celina busca preservar a vantagem, ampliar a aliança política e fixar o número de votação entre os eleitores.

Do outro, Grass aposta na mobilização das ruas e na conquista de quem votou em outros candidatos ou não compareceu às urnas.

Veja, abaixo, como foi a estratégia dos candidatos neste segundo turno.

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Celina Leão (PP)

Celina Leão (PP), candidata ao governo do DF, durante agenda de campanha neste sábado (19)

Celina terminou o primeiro turno com 825.530 votos (49,93% dos votos válidos) – 1.089 a menos que o necessário para liquidar a fatura em primeiro turno, ou 168 desconsiderando as candidaturas sub judice.

Durante a campanha de segundo turno, a candidata afirmou que parte do eleitorado teria se confundido na hora de votar e, por isso, passou a reforçar o número 11.

Mais de 26 mil eleitores digitaram 22 para governador, número do PL, embora não houvesse candidato ao GDF com essa numeração. No entanto, os dados eleitorais não permitem saber em quem essas pessoas pretendiam votar.

🔎Ou seja: os votos anulados por quem digitou 22 seriam mais que suficientes para elegê-la, caso a intenção fosse, realmente, escolher Celina Leão.

Além de reforçar o próprio número, Celina manteve a ampla aliança partidária formada no primeiro turno e buscou novas adesões.

Entre os apoios recebidos estão o do ex-candidato Kiko Caputo (Novo) e o da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSD). A agenda da candidata também incluiu caminhadas, reuniões comunitárias e encontros com moradores, lideranças e apoiadores.

Entrevista ao DF2: Celina Leão (PP) faz suas considerações finais

De acordo com a campanha de Celina, o segundo turno foi marcado pela ampliação do diálogo com os eleitores e pela apresentação mais detalhada das propostas.

A candidata manteve agendas nas ruas e passou a reforçar especialmente projetos para saúde, educação e transporte.

Na reta final, a estratégia foi intensificar a presença junto aos eleitores e buscar o voto de quem ainda estava indeciso.

A campanha afirma ainda que procura adaptar o diálogo às demandas das diferentes regiões do DF.

"A prioridade é manter essa presença, esclarecer dúvidas e conquistar a confiança de quem ainda está decidindo o voto. Não existe eleição ganha", destaca um assessor.

Leandro Grass (PT)

Leandro Grass, que tem o número 13 na urna e recebeu 569.930 votos (34,47% dos votos válidos), enfrenta o desafio de reduzir a distância aberta pela adversária.

A estratégia do petista tem sido reforçar as diferenças entre as duas candidaturas, dialogar com eleitores que escolheram outros nomes no primeiro turno e mobilizar quem não compareceu à votação.

O candidato também procurou ampliar a frente política em torno da chapa. Grass recebeu o apoio de Ricardo Cappelli e do PSB, além da mobilização de deputados distritais de esquerda.

Grass também contou com o "apoio não declarado" de José Roberto Arruda. Após se tornar inelegível, o candidato do PSD continuou fazendo críticas ao governo de Celina Leão e indiretamente ajudou a campanha petista.

A campanha ainda contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma caminhada em Ceilândia. Nas ruas, Grass apostou em uma agenda com panfletagens, atos, passeatas e encontros com moradores.

Entrevista ao DF2: Leandro Grass (PT) faz suas considerações finais

A disputa também passou por entrevistas e pela apresentação de propostas. Celina foi entrevistada pelo DF2 na quinta-feira (15), enquanto Grass participou da sabatina na sexta-feira (16), ambas transmitidas pela TV Globo e disponíveis no Globoplay e no g1 DF.

O debate, marcado para quinta-feira (22), não aconteceu porque a candidata Celina Leão optou por não comparecer. A TV Globo fez uma entrevista de 20 minutos com o candidato Leandro Grass (PT), como previa a regra do debate.

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