# Quem vence o 1º turno sempre ganha o 2º? O histórico que desafia Lula e Flávio

- Seção: Economia
- Fonte: InfoMoney (https://www.infomoney.com.br/politica/quem-vence-o-1o-turno-sempre-ganha-o-2o-o-historico-que-desafia-lula-e-flavio/)
- Publicado em: 2026-10-24T12:00:00.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1333160-quem-vence-o-1-turno-sempre-ganha-o-2-o-historico-que-desafia-lula-e-flavio

> O segundo turno da eleição presidencial de 2026 coloca à prova uma sequência que se mantém desde a redemocratização, que mostra que em todas as eleições presidenciais decididas em dois turnos, o candidato que recebeu mais votos na primeira…

Neste domingo (25), Flávio Bolsonaro (PL) chega às urnas com essa vantagem histórica, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta protagonizar uma virada inédita.

A distância entre os dois, porém, é a menor já registrada em um primeiro turno presidencial desde 1989. Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos em 4 de outubro, contra 45,16% de Lula. A diferença de 1,87 ponto percentual equivale a cerca de 2,23 milhões de votos.

O resultado contrasta com eleições anteriores, nas quais o candidato mais votado costumava chegar à segunda etapa com vantagens mais expressivas. Em 2022, por exemplo, Lula abriu 5,23 pontos sobre Jair Bolsonaro no primeiro turno e acabou eleito por apenas 1,8 ponto percentual.

O histórico favorece a posição de quem largou na frente, mas o tamanho da distância em 2026 torna a comparação com eleições anteriores menos direta.

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O que aconteceu nas eleições anteriores?

Desde a volta das eleições diretas para presidente, em 1989, o Brasil realizou sete disputas presidenciais com segundo turno. Em todas, o primeiro colocado confirmou a vitória.

A sequência começou com Fernando Collor, que derrotou Lula em 1989, e continuou com as vitórias de Lula em 2002 e 2006, Dilma Rousseff em 2010 e 2014, Jair Bolsonaro em 2018 e novamente Lula em 2022.

O menor intervalo anterior havia ocorrido em 2022. Na ocasião, Lula terminou o primeiro turno com 48,43%, contra 43,20% de Jair Bolsonaro. Quatro semanas depois, venceu por 50,90% a 49,10%.

A disputa mostrou que uma vantagem inicial pode diminuir significativamente. Bolsonaro reduziu a distância para o petista em mais de três pontos percentuais entre as duas votações, embora não tenha conseguido ultrapassá-lo.

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O que torna 2026 diferente?

Além da distância menor, a eleição deste ano deixou um contingente relativamente reduzido de votos inicialmente destinados a outros candidatos.

Flávio e Lula concentraram 92,19% dos votos válidos no primeiro turno. Os demais concorrentes dividiram os 7,81% restantes, principalmente Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Esse grupo passou a receber atenção especial das campanhas, que também tentam mobilizar os brasileiros que não compareceram às urnas em 4 de outubro.

A abstenção foi de 21,08%, o equivalente a aproximadamente 33,5 milhões de eleitores. Em uma eleição definida por uma diferença de 2,23 milhões de votos na primeira etapa, mudanças no comparecimento podem ter consequências relevantes para o resultado.

Para Lula, a disputa envolve recuperar a distância inicial por meio de novos apoios e maior participação de seus eleitores. Flávio tenta preservar os votos recebidos no primeiro turno e ampliar sua votação com os eleitores dos candidatos eliminados.

O que dizem as pesquisas sobre a possibilidade de virada?

Os levantamentos divulgados ao longo do segundo turno mostram uma disputa mais equilibrada do que a vantagem inicialmente aberta por Flávio poderia indicar.

Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de 19 de outubro, o senador apareceu com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% de Lula. A distância de 2,2 pontos percentuais era inferior aos 5,6 pontos registrados na rodada anterior do instituto, divulgada em 9 de outubro.

Já o levantamento BTG/Nexus publicado em 19 de outubro apontou Flávio com 50,3% e Lula com 49,7% dos votos válidos, uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual, dentro da margem de erro.

Os números mostram que a distância entre os dois candidatos diminuiu durante a campanha.

O histórico pode se repetir?

A eleição de 2022 é a principal referência recente para avaliar o peso da liderança no primeiro turno. Naquele ano, Lula chegou à última semana numericamente à frente nas pesquisas. Os levantamentos de véspera também indicavam sua vitória, embora apontassem uma margem maior do que a registrada na apuração.

Agora, a diferença inicial entre Lula e Flávio é quase três vezes menor do que a vantagem aberta pelo petista sobre Jair Bolsonaro quatro anos antes.

O histórico das sete eleições anteriores mostra a dificuldade de reverter a ordem de chegada do primeiro turno, mas oferece uma amostra limitada para avaliar uma disputa com distância tão pequena.

A eleição deste domingo definirá se Flávio Bolsonaro mantém a sequência histórica dos primeiros colocados ou se Lula se tornará o primeiro candidato desde 1989 a conquistar a Presidência depois de terminar a primeira votação em segundo lugar.

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