De acordo com a pesquisa, as bebidas contam com 57,9% das dúvidas, seguidas por doces (16,9%) , proteínas (9,7%) , frutas (8,3%), sementes e oleaginosas (5%) e temperos e condimentos (2,2%) . O estudo considerou pesquisas realizadas entre setembro de 2025 e agosto de 2026.

Quais são as 10 dúvidas mais buscadas sobre alimentação infantil?

O levantamento traz perguntas normalmente voltadas para alimentos e bebidas com cafeína e proteína.

Veja os itens pesquisados:

Energético – 48.630 pesquisas;

Gatorade – 43.130 pesquisas;

Café – 20.630 pesquisas;

Pipoca – 14.650 pesquisas;

Mel – 12.980 pesquisas;

Chia – 11.810 pesquisas;

Ovo – 10.950 pesquisas;

Banana – 9.860 pesquisas;

Iogurte proteico – 8.740 pesquisas;

Cerveja sem álcool – 7.350 pesquisas.

Respostas para as principais dúvidas pesquisadas

Sobre o café e o energético que lideram o levantamento, a médica Manoella Ferreira, gestora médica do Olá Doutor , diz que a cafeína presente nas bebidas pode provocar agitação, alterações no sono e aceleração dos batimentos cardíacos em crianças e adolescentes.

Em relação a isotônicos, para as brincadeiras e atividades infantis, não há necessidade. Ou seja, água é suficiente , segundo as orientações apresentadas pelo levantamento.

Já em relação ao iogurte proteico , a orientação é que esse tipo de alimento deve considerar as necessidades da criança, então é preciso consultar um pediatra ou nutricionista que veja o caso específico de cada pessoa.

(Foto: Prefeitura Municipal de Campinas)

Pipoca e mel são alimento que exigem cuidados para as crianças

Em quinto lugar do levantamento está o mel, que é um alimento que não deve ser oferecido a bebês com menos de 1 ano por conta do botulismo infantil , que é uma doença causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum.

Em relação à pipoca, é preciso ter atenção por causa do risco de engasgo, principalmente em crianças com menos de 4 anos.

Já o resto dos alimentos, a Chia, o ovo e a banana podem fazer parte da alimentação infantil. A única orientação nesses casos é ficar atento a forma de preparo e os cuidados dependendo da fase que a criança está.

Criança pode beber cerveja sem álcool?

A cerveja sem álcool aparece na décima posição do ranking, com 7.350 pesquisas. Esse tipo de bebida, apesar do nome, a legislação do Brasil permite ter resíduos de etanol e até 0,5% de álcool. Então, a recomendação é não oferecer às crianças , por isso e pela relação ao hábito de consumo de bebidas alcoólicas.

Quais são as 10 dúvidas mais buscadas sobre suplementação infantil?

Além dos alimentos e das bebidas, os suplementos estão entre os assuntos que despertam interesse em relação a se as crianças podem ou não consumir.

Ranking sobre as dúvidas em relação a suplementos, segundo o Olá Doutor, são:

Criança pode tomar whey? – 96.800 buscas;

Criança pode tomar melatonina? – 61.650 buscas;

Criança pode tomar creatina? – 49.890 buscas;

Criança pode tomar vitamina C? -13.240 buscas;

Criança pode tomar própolis? – 9.620 buscas;

Criança pode tomar ômega 3? – 8.040 buscas;

Criança pode tomar magnésio? – 5.350 buscas;

Criança pode tomar vitamina B12? – 3.980 buscas;

Criança pode tomar psyllium? – 3.790 buscas;

Criança pode tomar glutamina? – 2.280 buscas.

Ainda de acordo com o estudo, os principais suplementos buscados, o whey e a creatina, não são indicados para serem consumidos diariamente pelas crianças. A orientação é procurar orientação médica em casos específicos para ver se há necessidade de consumo.

Assim como o caso da melatonina , associada à regulação do sono, que também exige avaliação médica antes de ser utilizada por crianças.

Já as vitaminas, minerais e outros suplementos , a instrução é que sejam utilizados quando houver necessidade identificada por um profissional de saúde.

Como o estudo foi feito?

O levantamento considerou pesquisas realizadas no Google Brasil entre setembro de 2025 e agosto de 2026. A plataforma levou em conta pesquisas iniciadas pelo termo “criança pode” e suas variações, relacionadas a alimentos, bebidas e suplementos.

Assim, separaram os itens por seis grupos: bebidas, doces, proteínas, frutas, sementes e oleaginosas, e temperos e condimentos . As buscas por suplementos foram analisadas separadamente, e a participação de cada categoria foi calculada com base no volume de pesquisas.

VOCÊ VIU? Campinas alerta para perigo com intoxicação acidental de crianças dentro de casa

Metrópole registrou 166 casos de intoxicação acidental em crianças de até 12 anos de idade; idade entre 1 e 4 anos representam 76,61% das vítimas

A intoxicação acidental de crianças em Campinas soma 954 casos acidentais em crianças de até 12 anos desde 2020. A campanha “Casa Segura” foi lançada pela Secretaria de Saúde da cidade, em parceria com o Gastrocentro da Unicamp e a Sociedade Brasileira de Endoscopia (Sobed), para alertar pais e responsáveis sobre os riscos desses acidentes domésticos.

Os casos registrados estão principalmente ligados à ingestão de medicamentos e de produtos de uso domiciliar. Neste ano, até o momento, a cidade já registrou cerca de 166 casos.

Casos de intoxicação aumentaram nos últimos anos

Um levantamento da Prefeitura de Campinas mostra que desde de 2020 os casos vêm aumentando na cidade.

Veja os números por ano:

2020 – 79

2021 – 98

2022 – 134

2023 – 150

2024 – 162

2025 – 165

2026 – 166

Ao todo, 76,61% das 954 ocorrências registradas envolveram crianças de 1 a 4 anos, ou seja, cerca de 730 casos nesta faixa etária. A principal causa das intoxicações é a ingestão acidental de medicamentos, responsável por 38,4% dos casos, seguida pela exposição a produtos de uso domiciliar, com 28,61%.

Produtos domésticos acendem alerta

A campanha Casa Segura orienta as famílias a redobrar a atenção com produtos e objetos comuns dentro de casa que podem ser alvos das crianças.

Entre os principais estão os produtos de limpeza , como água sanitária, removedores, desinfetantes e soda cáustica. Esses itens podem provocar queimaduras graves no sistema digestivo.

Também em destaque, os medicamentos , que em doses inadequadas podem causar intoxicações e até falência de órgãos.

Ainda considerados de grande risco se tem os venenos domésticos , como raticidas, inseticidas e produtos para jardim que podem provocar intoxicações graves.

Além disso, plantas tóxicas , como comigo-ninguém-pode, mamona e espada-de-são-jorge que a criança pode levar à boca por curiosidade. Esses vegetais podem causar irritações e intoxicações quando ingeridas.

O que fazer se uma criança ingerir produto tóxico?

Caso uma criança ingerir algum item químico, a orientação é que os país ou responsáveis levem ela para algum serviço de emergência. Para consultar as unidades mais próximas do local do acidente é só acessar o site da Prefeitura.

Ainda segundo a Secretaria, não se deve provocar vômito nem oferecer líquidos ou remédios caseiros e se possível, também devem levar a embalagem da substância ingerida para auxiliar na identificação do produto.

Leia a matéria completa aqui.

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