As primeiras doses da vacina Ervebo foram aplicadas em participantes em Bunia, capital da província de Ituri, no nordeste do país. A região concentra o surto da doença.
A Ervebo é aprovada para uso contra a cepa Zaire. O estudo avaliará se o imunizante oferece proteção contra a variante Bundibugyo, responsável pela epidemia atual.
“ Este ensaio clínico nos ajudará a entender se alguma das vacinas candidatas desenvolvidas para o vírus Bundibugyo funciona ”, disse Tedros.
O estudo chamado Tumaini (que significa “esperança” em Swahili) se prepara para entrar na 2ª fase, de um total de 3. A etapa avaliará a segurança, a eficácia e a imunogenicidade de diferentes vacinas em pessoas com alto risco de infecção. Duas vacinas desenvolvidas contra a cepa Bundibugyo devem ser incluídas no estudo. Uma é a ChAdOx1, desenvolvida pela Universidade de Oxford. A outra é produzida pela farmacêutica norte-americana Moderna. Ambas passaram por testes iniciais.
As vacinas recebem financiamento da Cepi (Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias), entidade que reúne governos, o Fórum Econômico Mundial e a Fundação Bill & Melinda Gates. O estudo prevê a inclusão de grávidas e adolescentes a partir de 12 anos.
O SURTO DE EBOLA
A OMS classificou a situação como “emergência de saúde pública de preocupação internacional” , o 2º nível mais alto de alerta da organização. Desde maio, o surto de ebola já provocou 9.704 casos confirmados e 4.687 mortes na República Democrática do Congo. A doença também foi registrada em países como Uganda, Quênia e Nigéria.

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