A verificação pública consistiu na checagem das assinaturas digitais e dos resumos criptográficos ( hashes ) dos programas executáveis já instalados nos computadores do tribunal. O procedimento confirmou que o código em operação é rigorosamente idêntico ao compilado, auditado e lacrado em cerimônia realizada no início de setembro.

Segundo o ministro, a auditoria atesta que “nenhuma linha de programa foi alterada, omitida ou acrescentada” , o que garante a imunidade da escolha do eleitor contra tentativas de manipulação.

Ao longo de 12 meses, a Justiça Eleitoral ofereceu 40 oportunidades de fiscalização a partidos políticos, órgãos de controle, Advocacia, Ministério Público e observadores internacionais. Nunes Marques afirmou que a tecnologia visa exclusivamente imunizar a escolha popular e reforçar a estabilidade das instituições republicanas.

AUDITORIA DAS URNAS

Durante a solenidade no TSE, foram checadas ferramentas centrais no processamento dos resultados do 2º turno, como o Transportador Web, o Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), o Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e o Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot). As verificações foram concluídas com sucesso.

Os procedimentos de auditoria continuam no domingo (25.out), dia da votação. A Justiça Eleitoral realiza o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, em que votos em papel são digitados nos equipamentos para comparação de resultados, e o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais, que checa os programas nas seções eleitorais.