Além da Ri Happy Brinquedos, o pedido inclui PBKids Brinquedos, Partout Administração de Franquias e Bens, New Toys Comércio, Distribuição e Importação, Brincar Marcas e Participações e DRH Casa de Festa.

O grupo pretende renegociar cerca de R$ 827 milhões em dívidas. O plano apresentado inclui créditos e obrigações de natureza quirografária, ou seja, sem garantia específica.

A magistrada deu prazo de 90 dias para que cada empresa obtenha a adesão da maioria de seus credores. Também suspendeu por 180 dias as ações e execuções relacionadas às dívidas incluídas no plano.

Segundo a juíza, a suspensão busca criar um ambiente protegido para a negociação e impedir medidas individuais que possam comprometer as empresas antes da análise coletiva do plano.

A Justiça autorizou a consolidação processual, permitindo que os pedidos das 6 empresas tramitem conjuntamente. Negou, porém, a consolidação substancial. Com isso, cada companhia terá de comprovar separadamente o apoio da maioria de seus próprios credores.

Uma administradora judicial foi nomeada para fiscalizar o procedimento e verificar as adesões ao plano.

Depois da comprovação do apoio necessário, será publicado um edital. Credores que discordarem do plano terão 30 dias para apresentar contestações. Encerrada essa etapa, a Justiça decidirá se homologa a recuperação extrajudicial.

A recuperação extrajudicial permite que empresas em dificuldades financeiras negociem diretamente com os credores condições como novos prazos e descontos. Depois de aprovado pelo quorum exigido em lei, o plano é submetido à homologação judicial e pode alcançar também credores que não tenham aderido.