A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, criticou a iniciativa do Flamengo de acionar a Conmebol para contestar a participação do zagueiro Marcos Rojo, do Estudiantes, na semifinal da Libertadores. O clube carioca apresentou uma reclamação formal à entidade e pede a análise da regularidade da escalação do argentino após ser eliminado nos pênaltis.
Ao comentar o caso, Leila demonstrou incômodo com a possibilidade de uma decisão administrativa alterar o resultado esportivo da disputa. Para a dirigente, a classificação à final deve ser definida dentro de campo, sem tentativas de encontrar alternativas nos tribunais.
“Coisa feia, que ridículo, hein? O que me interessa é que o Palmeiras está em uma final. Conseguimos dentro das quatro linhas. Acho ridícula a busca por subterfúgios; não tem motivos para isso”, declarou.
Leila relembra derrota para o Flamengo
A dirigente também recordou a final da Libertadores em que o Palmeiras foi derrotado pelo Flamengo e destacou a importância de aceitar os resultados esportivos, mesmo quando são desfavoráveis.
“Uma das principais virtudes do ser humano é a humildade, saber que as coisas não acontecem sempre do jeito que queremos. Acho uma falta de respeito para com o seu próprio torcedor, com seu adversário e com o futebol”, afirmou.
A declaração faz referência à necessidade de reconhecer o resultado obtido em campo. Na avaliação de Leila, recorrer a medidas externas para tentar mudar o desfecho de uma competição pode representar desrespeito ao adversário e ao próprio esporte.
O Flamengo acionou a Conmebol para questionar a inscrição de Marcos Rojo pelo Estudiantes. Inicialmente, o registro do defensor havia sido rejeitado, mas o clube argentino recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e conseguiu uma medida cautelar que permitiu a inclusão do jogador para o confronto de volta, no Maracanã.
O clube carioca sustenta que a autorização judicial não necessariamente elimina a responsabilidade do Estudiantes pela utilização do atleta e pede que a entidade examine o caso. Entre as possíveis consequências previstas no regulamento está a derrota por 3 a 0 para uma equipe que escala um jogador considerado inelegível.
O Flamengo utiliza como precedente o caso de Carlos Sánchez, do Santos, em 2018. Na ocasião, a participação do uruguaio foi contestada pelo Independiente, e o clube paulista acabou punido pela Conmebol.
Até que haja uma decisão dos órgãos responsáveis, porém, o Estudiantes mantém a classificação conquistada esportivamente. O Palmeiras, por sua vez, segue concentrado na preparação para a final da Libertadores, prevista para 28 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai.

