A União dará cobertura ao risco de crédito com recursos do FGE (Fundo de Garantia à Exportação). A garantia protege a operação em caso de inadimplência da companhia; o valor captado será destinado exclusivamente ao pagamento do combustível. Em comunicado ao mercado ( íntegra – PDF – 111 kB), a Azul afirmou que o financiamento dará mais flexibilidade à sua gestão financeira.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, em março, o preço médio do QAV vendido pela Petrobras subiu cerca de 74%. Em outubro, a estatal reajustou o combustível em 11,76%, de R$ 5,585 para R$ 6,242 por litro.

Segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), o combustível respondia por cerca de 30% a 32% dos custos operacionais das companhias antes do conflito e passou a representar mais de 45%. Em agosto, a entidade estimou que Azul, GOL e Latam haviam gastado R$ 5,2 bilhões a mais do que o projetado para 2026 por causa da alta dos preços internacionais.

O aumento dos custos também afeta a oferta de voos. Em outubro, a GOL anunciou a suspensão de 6 rotas internacionais e de ao menos 8 domésticas a partir de fevereiro de 2027. A empresa atribuiu a decisão aos reajustes do combustível.

Em uma iniciativa distinta, o BNDES anunciou em julho uma linha de R$ 8 bilhões para capital de giro das companhias aéreas, com recursos do Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil). Azul, GOL, Latam e Abaeté foram autorizadas a acessar o crédito, que pode financiar despesas com combustível, manutenção e salários.