Segundo os advogados das vítimas informaram neste sábado (24), o valor vai encerrar processos movidos por aproximadamente 1.300 pessoas.

A arquidiocese católica havia concordado com o pagamento em maio.

Esta é uma das maiores indenizações em uma onda de ações judiciais sobre abuso sexual contra a Igreja nos Estados Unidos.

O valor fica atrás apenas de um acordo de US$ 880 milhões firmado pela Arquidiocese de Los Angeles, também em 2024.

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O escritório de advocacia Jeff Anderson & Associates, que representa 300 dos sobreviventes, classificou a decisão como "um momento poderoso na busca por justiça".

Além do pagamento de US$ 800 milhões, a arquidiocese concordou em liberar documentos relacionados aos agressores sexuais dentro da Igreja.

O acordo evita que a Arquidiocese de Nova York declare falência, mas permite que os sobreviventes continuem processando as seguradoras da Igreja em busca de indenizações adicionais, segundo a agência Reuters.

Nos últimos anos, a Igreja Católica pagou bilhões de dólares em acordos por todos os Estados Unidos.

A onda de reparações financeiras ocorreu após Nova York e outros estados americanos aprovarem leis que permitiram, de forma temporária, que vítimas de abuso sexual infantil abrissem processos civis por crimes cometidos há décadas, driblando os prazos de prescrição tradicionais.