Os dados foram obtidos pelo InfoMoney a partir da prestação de contas parcial feita pelas candidaturas ao Tribunal Superior Eleitoral até a sexta-feira (23).
Estreante na disputa à Presidência, Flávio Bolsonaro superou Lula e lidera o ranking de gastos no segundo turno com o saldo de R$ 105,4 milhões investido. No primeiro turno, o postulante do PL desembolsou R$ 62,9 milhões, um aumento de R$ 42,5 milhões nos gastos em 19 dias.
O montante desembolsado por Flávio já supera em 18,43% os R$ 89 milhões desprendidos por Jair Bolsonaro durante os dois turnos da eleição em 2022, quando foi derrotado em um 2º turno apertado.
Real Time Big Data: Flávio tem 49% dos votos totais contra 45% de Lula
Considerando os votos válidos, Flávio tem 52% contra 48% de Lula
Datafolha: Entre ‘não alinhados’, Flávio vai de 44% para 40%; Lula vai de 31% a 32%
Os eleitores “não alinhados” são os que não se identificam nem como petistas e nem como bolsonaristas
Candidato à reeleição e saído como segundo colocado nas urnas no 1º turno, Lula apresenta um gasto mais modesto na reta final da campanha. O petista, que até então liderava o ranking , manteve os gastos no mesmo valor apresentado anteriormente: R$ 65,6 milhões.
Em 2022, o petista desprendeu R$ 131,3 milhões durante dois turnos para vencer a disputa eleitoral contra Jair Bolsonaro, O valor já gasto equivale a 49,9% do custo total da eleição passada.
A base de dados de ambos os candidatos foi atualizada no TSE, respectivamente, nos dias 13 e 14 de outubro, dez dias após o fim do primeiro turno.
Onde os gastos estão concentrados?
A maior parte dos gastos das duas campanhas continuam concentrados na categoria ” “serviços prestados por terceiros”. No caso de Flávio, 57.92% do valor foi utilizado em 63 lançamentos que totalizam R$ 61 milhões.
Já a campanha de Lula utilizou 62.09% do valor distribuído em 89 lançamentos na mesma categoria, totalizando R$ 40,7 milhões.
O segundo maior gasto da campanha de Flávio é descrito como “despesa com impulsionamento de conteúdos”, com 44 lançamentos que totalizam R$ 18 milhões.
A candidatura petista, por outro lado, tem como segundo maior gasto “eventos de promoção da candidatura”, com 31 lançamentos totalizando R$ 6,2 milhões.
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Apesar do alto custo, a eleição não precisa ser paga à vista pelos candidatos. Do total de R$ 171 milhões desprendidos pelos presidenciáveis, somente R$ 120 milhões constam na categoria “total de despesas pagas”.
Assim como no 1º turno, Lula lidera o “cofre negativo”, com uma diferença de R$ 28,7 milhões entre o valor gasto e o valor já quitado informado ao TSE. Já Flávio Bolsonaro apresenta um balanço próximo, mais moderado, com o saldo negativo de R$ 22,3 milhões após ter quitado R$ 83,1 milhões do custo total.
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