O Vasco se recuperou da derrota para o São Paulo e retomou o seu viés de subida no Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado, o time vascaíno ganhou do Corinthinans de virada por 3 a 2 em São Januário e abriu cinco pontos para a zona de rebaixamento. Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Pedro Emanuel classificou o resultado como vitória ao estilo Vasco:

— Hoje tivemos aquilo que representa a emoção do futebol. Um jogo bastante intenso para as duas equipes na parte emocional. Nós acusamos um bocadinho mais responsabilidade nesse aspecto. O Corinthians sabia que com a vitória do Inter baixou para o Z-4, acreditamos que podíamos pisar também. Sabia que era um jogo importante para nós, três pontos dariam a possibilidade de saltar. Não de ficar confortável, porque esse campeonato vai ser levado até o final, mas uma margem que permitisse respirar um bocadinho melhor.

— Em alguns momentos criamos problemas a nos próprios com algumas perdas de bola. Sabíamos que o principal perigo viria dos ataques à profundidade do Yuri (Alberto), da qualidade do passe do Garro e de lances de bola parada. Nós pusemos um bocadinho a jeito, isso tem a ver com desgaste. São 23 dias sem folga, com viagens e jogos de outra dimensão que também nos desgastam. Senti a equipe desgastada, o que é minha responsabilidade porque achei que a importância do jogo exigia alguma continuidade em termos de dinâmica de alguns jogadores. Mas fiquei muito mais feliz pela capacidade que teve quando precisamos dar nova energia, quem entrou correspondeu. Isso para mim é a felicidade enquanto treinador. Sei que alguns momentos sou mais justo para uns e injusto para outros, tenho essa noção, mas no final isso é uma vitória a Vasco.

Pedro Emanuel em Vasco x Corinthians

Pedro Emanuel também rasgou elogios a Marino, que foi o herói da vitória ao marcar os dois gols da virada nos minutos finais da partida:

— O caso do Marino não é diferente de alguns outros que até jogaram hoje também. Fico muito feliz por ele, porque grande parte da responsabilidade é dele também, por ter acreditado naquilo que passei que pretendia para que jogasse mais vezes. E ele conseguiu, muitas vezes, superar e trazer para a equipe aquilo no que é bom. Foi importante e determinante para a nossa virada. Primeiro porque na primeira parte não estávamos procurando a profundidade, que era aquilo que necessitávamos. E na primeira vez que o Marino entra, tem uma situação que ele pensa bem, mas executa menos bem, e nos deu uma oportunidade, mas não nos deu o gol. Porque acho que na primeira parte criamos situações para fazer mais do que um gol. Tivemos oportunidades para isso. Por isso, o Marino representa aquilo que é o Vasco. Tem, para mim, um elenco bem extenso, são 33 jogadores de campo e cinco goleiros.

— É um grupo largo. Eles sabem que, infelizmente, não podem ir todos para jogo. E todas as semanas tenho que tomar decisões. Por exemplo, essa semana custou-me bastante deixar o Adson de fora, porque não foi um castigo. Foi uma forma como pensei a estratégia para esse jogo. Por isso mesmo, infelizmente deixei ele de fora, mas felizmente os que entraram corresponderam. Não quero ter razão. Quero que os jogadores percebam que todos terão os seus momentos. Respondendo à sua pergunta mais objetivamente, (Marino) preparou-se para isso, e fico contente que tenha dado uma resposta tão boa. Ter dado uma felicidade não apenas para ele, que marcou, mas para nós enquanto equipe, para nossa torcida, que naturalmente estava nervosa, mas que acreditou sempre em nós. Isso é importante, mais do que tudo, acreditar até o fim. E isto é Vasco.

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