A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), chega ao 2º turno neste domingo (25) tentando se manter no cargo por mais quatro anos. Se vencer, será a primeira mulher eleita para governar a capital.

Até aqui, o DF já teve governadoras mulheres, mas apenas de forma temporária – vices-governadoras que assumiram a titularidade, como a própria Celina. Nenhuma delas foi eleita governadora de forma direta, na urna.

Se acontecer, a vitória de Celina se somará a outro marco no DF: a eleição inédita de uma bancada 100% feminina para o Senado – todas, aliás, aliadas da candidata à reeleição.

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No primeiro turno, Celina recebeu 825.530 votos, o equivalente a 49,93% dos votos válidos. Ela ficou a apenas 1.089 votos de alcançar o necessário para vencer ainda na primeira etapa, o que levou a eleição para o 2º turno contra Leandro Grass (PT).

Além do DF, cinco estados terão disputa em segundo turno: Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre e Tocantins.

Confira a íntegra da entrevista da candidata Celina Leão (Progressistas)

Como foi a campanha

Durante a campanha, Celina Leão reforçou que assumiu o cargo de governadora em um momento "delicado" – e que, em poucos meses, "buscou soluções ao invés de culpados". Também buscou se colocar como "qualificada" para comandar o DF por mais quatro anos.

Líder das pesquisas de intenção de voto desde o início da campanha, a governadora foi alvo de críticas pelos adversários nos debates e optou por não participar de alguns deles, incluindo os dois promovidos pela TV Globo.

Nas primeiras semanas da campanha, Celina aparecia em disputa direta de votos com o ex-governador José Roberto Arruda (PSD). A candidatura dele, no entanto, foi barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) em decisão confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com Arruda fora da corrida, faltando duas semanas para o pleito, a dúvida passou a ser uma vitória em 1ª turno ou uma disputa em 2º turno contra Leandro Grass (PT) – que também foi o segundo mais votado em 2022.

Celina Leão: entrevista com candidata a governadora do DF

Passado o primeiro turno, a campanha foi marcada por trocas de acusações entre os dois candidatos e por críticas à gestão de Celina, especialmente nas áreas de saúde, educação, transporte público e segurança.

A crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master também entrou no centro do debate político. Celina procurou afastar a própria imagem de decisões que levaram à crise e criticou o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), de quem foi vice-governadora.

Durante a campanha, Celina negou responsabilidade pela crise e afirmou que era contrária à compra do Banco Master desde o início. Também criticou Ibaneis e o governo federal pela condução do caso.

Quem é Celina Leão?

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP)

Celina Leão Hizim Ferreira tem 45 anos, é natural de Goiânia (GO) e formada em administração. Ela chegou ao Palácio do Buriti em 2023, como vice na chapa do ex-governador do DF Ibaneis Rocha (MDB).

Celina se tornou governadora do DF no dia 30 de março, após Ibaneis deixar o cargo para se candidatar ao Senado nas eleições de 2026 – embora ele tenha anunciado desistência 4 meses depois.

Antes de assumir o cargo de vice-governadora, Celina Leão atuou como deputada federal pelo DF, também pelo PP, entre 2019 e 2022.

A ex-parlamentar se licenciou do mandato por sete meses em 2020, quando assumiu a Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal, no primeiro mandato de Ibaneis.

Ela deixou a pasta para participar das eleições para a presidência da Câmara dos Deputados e foi uma das principais articuladoras da campanha de Arthur Lira (PP-AL), que venceu a disputa.

Celina Leão também atuou como deputada distrital por dois mandatos consecutivos, entre 2011 e 2019, à época pelo PDT. Ao ser reeleita, em 2015, a ex-parlamentar assumiu a presidência da Casa.

Durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ela o apoiou em diversas ocasiões, como na campanha de reeleição do ex-mandatário, em que atuou ativamente.

Em 2017, Celina e outros quatro deputados foram alvo de uma denúncia do Ministério Público do Distrito Federal no âmbito da Operação Drácon. A operação aconteceu depois que a ex-deputada Liliane Roriz divulgou áudios de supostas negociações de propina. Com base nessas gravações, Celina Leão e outros foram acusados de improbidade administrativa.

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