Sem Artur e Calleri, o São Paulo foi a campo para enfrentar o Mirassol com uma formação com alterações importantes feitas pelo técnico Dorival Júnior. Três volantes, dois atacantes e nenhum centroavante. A estratégia deu errado.
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Os primeiros minutos do jogo no Maião, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, foram de desespero para o São Paulo. Graças a Rafael, numa tarde inspirada, o técnico não viu seu time sofrer dois, três gols antes de dar qualquer sinal de que poderia ameaçar o Mirassol.
Menos mal que só Neto Moura, em uma jogada de escanteio, conseguiu vencer o goleiro tricolor.
Os problemas eram diversos: falta de atenção, posicionamento ruim, marcação ineficiente e pouco poder ofensivo. O último dos problemas causado pelo erro na escalação, por causa principalmente da ausência de um centroavante e a maneira como os demais jogadores se comportavam em campo.
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Dorival Junior em Mirassol x São Paulo
Sem Calleri, com dores no joelho esquerdo, o São Paulo foi a campo com Lucas e Luciano de atacantes. Nenhum dos dois atuou, porém, como centroavante. Ambos tinham liberdade de movimentação. E isso fazia a zaga do Mirassol ter muita tranquilidade.
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Já atrás no placar e ameaçado de tomar outros gols, o São Paulo só conseguiu empatar quando mais jogadores chegaram à área do Mirassol. Num lance em que Lucas arrancou, cruzou, insistiu e deu sorte, Bobadilla tocou para Pedro Lima marcar.
A jogada tinha um atacante, um volante e um lateral-direito perto do gol adversário.
Esse passou a ser o caminho para o São Paulo chegar com mais perigo ao ataque. A demora na adaptação ao esquema sem Calleri e sem outros centroavantes (Ryan Francisco, André Silva e Gustavo Santana ficaram no banco) atrapalhou muito a equipe.
Pedro Lima comemora gol do São Paulo contra o Mirassol
É importante destacar que a melhora foi sentida justamente quando Dorival Júnior reuniu os jogadores à beira do campo, durante parada técnica, para orientá-los.
Àquela altura, o treinador corrigiu os evidentes erros.
O jogo foi para o intervalo empatado. E, a bem da verdade, poderia até ter acabado sem que o segundo tempo fosse disputado. A etapa final foi morna, sem pressão de nenhum dos dois lados.
Para o São Paulo, um ponto para ser festejado. O empate fora de casa mantém na primeira metade da tabela, agora com 43 pontos, e numa série invicta de três jogos. Depois da derrota para o Cruzeiro, fora de casa, no último dia 7, o time comandado por Dorival Júnior venceu Vitória e Vasco e empatou com o Mirassol.
A essa altura do campeonato, o São Paulo pouco vai conseguir para alegrar o seu torcedor. Que conquistar pontos, mesmo jogando mal, seja um alento.
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