# Por que é fundamental impedir que a diferença seja entendida como menor valor

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2026/10/25/por-que-e-fundamental-impedir-que-a-diferenca-seja-entendida-como-menor-valor.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-25T07:00:00.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1345260-por-que-e-fundamental-impedir-que-a-diferenca-seja-entendida-como-menor-valor

> Hoje é um bom dia para se pensar em diversidade e acolhimento, dois pilares de uma sociedade democrática. Esse foi o pano de fundo da palestra do psiquiatra e psicoterapeuta Bernardo Rahe no Neuro 2026. Com uma trajetória dedicada ao…

Casal de mulheres: a exposição contínua ao estresse gera impactos neurológicos

Age without limits

Estigma: associação a estereótipos e à rotulação dos indivíduos.

Discriminação: leva ao tratamento desigual.

Bullying: provoca vitimização recorrente.

Rejeição: o sentimento de pertencimento é apartado, às vezes suprimido.

Barreiras: acesso e participação podem ser dificultados ou até negados.

“Mesmo que o episódio dure apenas alguns minutos, a expectativa de que se repita pode acompanhar a pessoa todos os dias”, explicou. Rahe enfatizou a importância de os pacientes serem ouvidos sobre suas vivências: “A experiência vivida também produz informação científica, e escutar não significa abandonar o método científico”.

O psiquiatra apresentou as consequências do estresse relacionado ao preconceito e como ele interfere na saúde mental:

Estressores distais (externos): discriminação, rejeição, violência bullying e barreiras institucionais.

Processos proximais (internos e relacionais): expectativa de rejeição, estigma internalizado, ocultação da identidade, hipervigilância.

Desfechos associados: ansiedade e depressão, isolamento, exaustão, menor procura por ajuda.

Masking (camuflagem): há um custo invisível por trás das tentativas de garantir segurança e aceitação. “Nesse caso, o que ‘aparece’ é uma boa adaptação, ou alta funcionalidade, mas o que pode estar camuflado é o esforço constante e a exaustão, além da ausência de suporte”, ressaltou.

Rahe chamou a atenção para o fato de que, na população em geral, a prevalência estimada do Transtorno do Espectro Autista (TEA) gira em torno de 1% a 2%. No entanto, entre pessoas atendidas por disforia ou incongruência de gênero, esse percentual é de 11%. Novamente, contextualizou como a diversidade enfrenta o preconceito:

Pessoas neurodivergentes: sofrem com barreiras sensoriais, regras implícitas, comunicação não adaptada e infantilização.

População LGBTQIA+: lida com a rejeição e a invalidação identitária em um sistema que impõe a cisheteronormatividade – isto é, a cisgeneridade (quando o indivíduo se identifica com o gênero atribuído ao nascer) e a heterossexualidade como as únicas formas naturais e legítimas de existência.

“Há uma via de risco que inclui discriminação, estigma internalizado, masking, hipervigilância, exaustão, isolamento, ansiedade e depressão. E uma via de proteção, com escuta, identidade positiva, adaptações, acessibilidade, autonomia, bem-estar e participação. A verdadeira superação não é parecer menos diferente, é impedir que a diferença seja convertida em menor valor”, finalizou.

Agora no g1

Reportagem completa: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2026/10/25/por-que-e-fundamental-impedir-que-a-diferenca-seja-entendida-como-menor-valor.ghtml

— Itatiba1 (https://www.itatiba1.com.br). Notícias agregadas e traduzidas; os direitos pertencem aos veículos de origem.