# Pit bull ataca menina de 11 anos e deixa criança gravemente ferida em SP

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/10/25/pit-bull-ataca-menina-de-11-anos-e-deixa-crianca-gravemente-ferida-em-sp.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-25T17:31:38.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1351937-pit-bull-ataca-menina-de-11-anos-e-deixa-crianca-gravemente-ferida-em-sp

> Pit bull (imagem ilustrativa)

Uma criança de 11 anos ficou gravemente ferida após ser atacada por um pit bull em Registro, no interior de São Paulo. Segundo apurado pelo g1 junto à Polícia Militar (PM), a mãe da menina também se machucou ao tentar defendê-la.

O 14º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) informou ter sido acionado para atender a ocorrência por volta das 13h50 de quinta-feira (22), no Centro de Registro. Quando a equipe chegou ao local, o pit bull já estava contido em um canil, mas ainda havia vestígios de sangue pela casa.

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A mãe da menina contou aos policiais que a filha foi atacada antes de entrar no imóvel, sendo socorrida por familiares. De acordo com a corporação, a criança sofreu múltiplas lesões, incluindo ferimentos graves no rosto.

A Prefeitura de Registro informou que a menina foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e transferida para o Hospital Regional de Registro (HRR), enquanto a mãe foi liberada após avaliação médica. Detalhes sobre o estado de saúde das vítimas não foram divulgados oficialmente.

Criança foi encaminhada ao Hospital Regional de Registro (SP)

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo/Divulgação

O Corpo de Bombeiros informou ao g1 que foi acionado pela Polícia Ambiental. As equipes contaram com o apoio de um médico veterinário para conter e imobilizar o animal, que apresentava um comportamento agressivo.

Por determinação da polícia, o cachorro foi levado ao Centro de Zoonoses de Registro. O caso foi encaminhado à delegacia da cidade, onde foi registrado um boletim de ocorrência de omissão de cautela na guarda de animais e lesão corporal.

A identidade do dono do pit bull não foi divulgada pela PM. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Agora no g1

Quando uma idosa, de 73 anos, disse ter sido atacada por um pit bull em Cubatão (SP) e levado mais de 15 pontos no braço direito, o médico veterinário e ex-criador de pit bull, Maurício Souza de Moura, explicou ao g1 que a raça é um cão médio e que foi desenvolvido nos Estados Unidos.

De acordo com o especialista, todas as raças foram criadas para uma função e, com o passar do tempo, transformaram-se em animais de estimação. "Ele [pit bull] foi criado originalmente para uma função de combate entre cães em uma época que era uma atividade permitida", explicou ele.

Como foi criada para esse conflito, Maurício explicou que é uma raça agressiva com outros animais, mas não com humanos. "Um pit bull puro [sem cruzamento com outras raças], que tem uma característica de ser agressivo com pessoas, ele tem um desvio de comportamento", disse.

Como se proteger?

Pit bull filhote (imagem ilustrativa)

Para se proteger de um ataque de cachorro, Maurício disse que a orientação é tentar trazer frieza para o momento, mesmo que seja difícil. A vítima deve ficar em pé, com uma postura reta e tentando afastar o animal.

"A pessoa que está em uma situação dessa tem diversas reações que são explicadas por um mecanismo de luta e fuga. É um mecanismo instintivo", explicou Maurício. "Muitos ataques de cães poderiam ser evitados com uma postura corajosa do humano", acrescentou.

Caso não seja possível evitar, o veterinário disse que o ideal é continuar em pé e fazer com que o cachorro morda partes mais fáceis de serem recuperadas e que não arrisquem a própria vida, como o braço.

O que fazer com o cachorro?

Se o ataque acontecer dentro de casa, Maurício afirmou que o tutor precisa entender qual foi o gatilho daquele comportamento com a ajuda de especialistas. Caso o adestramento e medicamentos não funcionem, é preciso levar o animal para um centro de reabilitação. A eutanásia deve ser a última opção.

Caso tenha sido com uma pessoa na rua, o especialista disse que o tutor deve avaliar a falta de responsabilidade no cuidado com o animal. O cachorro tem que andar com guia curta, enforcador e focinheira. Mesmo que seja manso, Maurício afirmou que essas regras estão na legislação.

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Reportagem completa: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/10/25/pit-bull-ataca-menina-de-11-anos-e-deixa-crianca-gravemente-ferida-em-sp.ghtml

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