“A presidência do TSE em nenhum momento agiu de ofício ou agiu exercendo poder de polícia. As demandas que chegaram ao tribunal provocam a inauguração do processo administrativo ou judiciário” , disse o ministro a jornalistas.

Questionado sobre críticas de que teria atuado a favor da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Nunes Marques falou sobre o caráter colegiado das decisões no tribunal: “À exceção das últimas 48 horas, todas as minhas decisões foram levadas a referendo e mais de 80% foram referendadas” .

O presidente do TSE declarou ainda que a judicialização é uma tradição da Justiça Eleitoral brasileira e ressaltou que “todas as instituições que integram a República estão dedicadas a termos uma eleição digna” .

Estavam presentes no local os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), além da ministra do TSE Estela Aranha.

Urnas eletrônicas e ocorrências

O ministro declarou que as urnas eletrônicas são eficientes e seguras e informou que, até o momento, não há registros de votação em cédula de papel. “Voto em papel é só registro histórico” , disse.

Segundo balanço divulgado pelo TSE, foram registradas poucas ocorrências no país: 138 no total . Entre as falhas e infrações contabilizadas estão:

40 tentativas de violação do sigilo de voto;

19 casos de propaganda eleitoral irregular;

3 casos de compra de voto.

Kassio Nunes Marques ressaltou que “ o voto é uma das mais importantes manifestações da cidadania” e informou que quem não votou no 1º turno pode votar no 2º turno , desde que esteja com o título eleitoral regularizado.