Uma bisavó de 83 anos fez questão de ir votar em Anápolis, na região central de Goiás, mesmo após um problema com o equipamento de oxigênio durante o trajeto até a seção eleitoral. Maria do Rosário de Sousa Louzada foi acompanhada pelo filho, Antônio Alex de Souza, e pela irmã, Raimunda, de 74 anos.
✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp
Segundo Antônio, a mãe sempre gostou de votar presencialmente e ficou chateada por não ter conseguido participar da eleição anterior, por estar.
“Ela sempre gostou de ir lá e votar presencial”, contou o filho.
Maria teve um acidente vascular cerebral (AVC) há cerca de 20 anos e também passou por uma cirurgia de ponte de safena, segundo Antônio, que é responsável pelos cuidados com a mãe.
No caminho até o local de votação, a família enfrentou um imprevisto. Segundo Antônio, uma peça do equipamento de oxigênio quebrou, e ele precisou voltar para casa para buscar outra e resolver o problema antes de continuar o trajeto. “Queria porque queria, não ia deixar”, disse Antônio sobre a vontade da mãe de ir votar.
Apesar da dificuldade, Maria conseguiu chegar ao local e participar da votação. O filho contou que a família precisou se organizar para garantir que ela pudesse sair de casa com o equipamento de oxigênio.
Idosa com vai votar com tanque de oxigênio
Arquivo pessoal/ Antônio Alex De Souza
A neta de Maria, Eveline Prado Souza Pacheco, de 33 anos, contou que a avó ficou chateada por não ter conseguido votar na eleição anterior, quando estava internada.
Mais de 5 milhões de eleitores devem ir às urnas em Goiás para votar no 2º turno para presidente; veja o que pode levar
Juiz proíbe que empresário pague viagem, cerveja e picanha a apoiadores do Lula no dia da eleição
Morte de filho de empresário após acidente em carreata de Flávio Bolsonaro causa comoção e mobiliza partidos
“Ela ficou bem chateada com isso de não ter ido. E graças a Deus ela teve mais essa oportunidade de poder votar, né? Ela ficou bem feliz”, afirmou Eveline.
Segundo a neta, Maria gosta de participar das atividades e de sair de casa, mas isso ficou mais difícil depois que ela passou a usar oxigênio. A família também não conseguiu mais levá-la ao estádio para acompanhar partidas de futebol.
Para Eveline, a disposição da avó também pode servir de exemplo para os mais jovens.
“A gente vê jovens que têm a plena disponibilidade de ir e não votam. Acho que realmente é um exemplo de cidadania mesmo”, disse.
A irmã de Maria, Raimunda, de 74 anos, também acompanhou a idosa na votação. De acordo com Antônio, as duas gostavam de votar juntas.

