Em entrevista à live especial Poder Eleições , transmitida ao vivo no canal do Poder360 no YouTube, Joice afirmou que sua mudança de posição não significa uma aproximação ideológica com o PT, mas uma escolha diante dos 2 candidatos que disputam a Presidência.
“Eu, que durante 25 anos combati o PT e o Lula, que sou biógrafa do Sergio Moro, que fui lavajatista, decidi colocar o meu voto em Lula” , declarou.
A ex-deputada afirmou que apoiou Augusto no 1º turno e que, na eleição presidencial anterior, anulou o voto. Disse ter rompido com Jair Bolsonaro ainda em 2019, quando passou a fazer oposição ao então presidente, apesar de continuar se identificando com a direita liberal.
Segundo Joice, a decisão de apoiar Lula também teve consequências pessoais. Ela afirmou que amigos bolsonaristas reagiram negativamente e que sua posição poderá prejudicar relações políticas e profissionais.
“Eu tive que descer do muro. O lugar mais confortável do mundo para mim era ficar em cima do muro. Era anular o voto. Eu não ia perder amigos”, disse.
CRÍTICAS A FLÁVIO
Joice afirmou que um eventual governo Flávio Bolsonaro poderia representar, em sua avaliação, uma ameaça à democracia. Segundo ela, o alinhamento do Congresso Nacional à direita facilitaria a aprovação de propostas do senador.
A ex-deputada também manifestou preocupação com a possibilidade de Flávio indicar ministros ao Supremo Tribunal Federal e afirmou acreditar que a família Bolsonaro tenha um projeto de permanência prolongada no poder.

