Um eleitor do Distrito Federal foi agredido com um soco após ter votado, no Guará II, no fim da manhã deste domingo (25).

O ator Rafael Salmona, de 36 anos, contou ao g1 que votou na Escola Classe 08 e, em seguida, foi a uma praça próxima ao local encontrar uma amiga.

Quando a viu, Salmona acenou e fez um "L" com os dedos – sinal usado pelos apoiadores de Lula (PT). Nesse momento, um homem o abordou de supetão pelas costas e deu um soco em seu rosto.

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Ele publicou um vídeo contando sobre o ocorrido em suas redes sociais, durante a tarde deste domingo (veja vídeo acima).

"Eu não quero viver em um país onde demostrar uma posição política seja motivo para eu ter medo na rua. E eu preciso estampar minha posição política, porque é na política que a gente tenta consertar as coisas", disse Rafael no vídeo.

Marcas da agressão que Rafael Salmona sofreu neste domingo (25), no DF

Rafael contou que pretende abrir um boletim de ocorrência pela agressão.

"Foi uma violência muito gratuita. Depois do soco, eu caí no chão e acabei machucando o joelho, e ficando com vários arranhados", afirma.

Veja texto completo da publicação

"Hoje, em pleno dia de eleição, levei um soco na rua por fazer um L pra uma amiga. Foi isso. Um gesto. Uma brincadeira. E alguém achou que tinha o direito de me agredir.

Fisicamente, foram alguns arranhões. Eu tô bem. Me assusta perceber o quanto a violência política foi naturalizada. O quanto o ódio ganhou espaço a ponto de alguém acreditar que pode usar o próprio corpo para silenciar o outro.

A gente pode discordar sobre política, sobre projetos de país, sobre o futuro. O que não pode é aceitar que a violência seja uma resposta à diferença.

E é justamente por isso que a democracia precisa ser defendida todos os dias. Porque ela não se resume ao direito de escolher quem governa. Ela também existe para garantir que ninguém precise ter medo de se expressar.

Hoje eu levei um soco. Mas não vou aceitar que o medo decida por mim mesmo que nesse momento ele esteja me tomando.

Que a gente não perca a capacidade de se indignar. Porque o dia em que uma agressão dessas se tornar normalizada a gente já vai ter perdido muito mais do que uma eleição."

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