O Grupo EP recebeu relatos de problemas na Faculdade de Valinhos, em Valinhos, e na Escola Estadual João José de Camargo, em Indaiatuba. Em Sumaré, a votação também foi encerrada às 17h em uma escola, apesar da determinação do STF.

Segundo a chefe do Cartório Eleitoral de Campinas, Egle Prado , a comunicação oficial para não encerrar as seções chegou às 17h12, quando diversas urnas já estavam fechadas. De acordo com ela, não é possível retomar a votação nesses equipamentos.

A determinação do ministro Cristiano Zanin, que é inédita, foi divulgada após o horário inicialmente previsto para o encerramento da votação, às 17h. Posteriormente, o ministro esclareceu que a prorrogação vale apenas para as urnas que ainda estavam abertas.

Eleitores encontram urnas fechadas

Em Valinhos, a eleitora Alice Scalon, de 42 anos, tentou aproveitar a prorrogação do horário para votar na Faculdade de Valinhos, mas encontrou a seção encerrada por volta das 17h40.

Segundo ela, o mau tempo atrasou o pouso do voo em que estava no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Ao saber da decisão do STF, Alice seguiu até o local de votação, mas não conseguiu votar.

Situação semelhante foi relatada por eleitores na Escola Estadual João José de Camargo, em Indaiatuba, onde as urnas também já haviam sido encerradas.

Em Campinas, uma eleitora relatou que chegou à Faculdade Anhanguera por volta das 16h58, mas, quando alcançou a seção eleitoral, às 17h01, a urna já estava fechada.

Maria Rita afirmou que os funcionários registraram seus dados para comprovar o comparecimento, mas não foi possível realizar a votação.

“A moça escreveu lá o nosso título, tudo certinho, que a gente não conseguiu votar, mas que a gente compareceu”, contou.

Comunicado chegou às 17h12 em Campinas

A chefe do Cartório Eleitoral de Campinas, Egle Prado, afirmou que a Justiça Eleitoral local não havia recebido, ao longo do dia, nenhuma orientação para ampliar o horário da votação. Segundo ela, quando a determinação chegou, diversas seções já haviam concluído o encerramento das urnas eletrônicas.

Egle também afirmou que a votação em Campinas ocorreu de forma tranquila durante o dia, sem filas ou incidentes que justificassem a ampliação do horário no município.

“Em Campinas, houve oferta regular de transporte público, não tivemos nada relacionado a essa decisão que o STF soltou agora no final da tarde”, disse.

Segundo a chefe do cartório, a determinação no fim da tarde provocou instabilidade na organização eleitoral, diante da expectativa de extensão do horário e da impossibilidade de reabrir urnas já encerradas.

Local de votação (Foto: Denny Cesare / Código 19)

Em Sumaré, urnas começaram a ser recolhidas

Na Escola Municipal Professora Neusa de Souza Campos, em Sumaré, a votação foi encerrada às 17h, e as urnas começaram a ser retiradas do local. Segundo a diretora da unidade, Luciane Rossi Salmazo, a orientação recebida do Cartório Eleitoral da cidade foi para encerrar a votação no horário inicialmente previsto.

A diretora informou que todos os servidores responsáveis pela votação já haviam deixado a escola.

Em Mogi Guaçu, as primeiras urnas utilizadas na escola da zona rural da Chácara Alvorada também começaram a chegar ao Cartório Eleitoral da cidade.

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STF prorrogou votação até as 19h

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou neste domingo (25) a ampliação do horário de votação em duas horas, até as 19h, em todo o Brasil.

A decisão ocorreu após a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar pedidos à Justiça relatando dificuldades de deslocamento de eleitores, especialmente por problemas na oferta de transporte público.

Inicialmente, a reclamação envolvia os municípios baianos de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. A decisão, no entanto, foi estendida a todo o país.

A medida foi anunciada quando o processo de encerramento das urnas já havia começado em diversas cidades.

Diante da situação, Zanin esclareceu posteriormente que a ampliação até as 19h se aplica às seções que ainda não haviam encerrado a votação, já que as urnas fechadas não poderiam ser reabertas.

A mudança também afetou a apuração dos votos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a iniciar a totalização, mas suspendeu o procedimento após a decisão do STF.

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