Em entrevista à live especial Poder Eleições , transmitida ao vivo no canal do Poder360 no YouTube, Forte criticou a interferência do Supremo no processo eleitoral e defendeu que fosse mantido o horário de encerramento estabelecido anteriormente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“ O que é que vai acontecer? Ninguém vai aceitar esse resultado. Vai criar mais disputa, mais confusão, tanto no eleitor como na briga judicial” , declarou.

O deputado afirmou que a decisão poderá gerar contestações independentemente de quem vencer a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Na avaliação de Forte, o STF deveria ter respeitado o entendimento inicial do TSE, mesmo diante de problemas regionais de transporte, infraestrutura ou condições climáticas.

“O Brasil precisa de respeito. O Brasil não é uma republiqueta” , disse.

Questionado sobre o fato de o PL também ter solicitado a prorrogação da votação, o deputado afirmou que a concordância dos candidatos não deveria se sobrepor às regras eleitorais.

CONVERSA COM HUGO MOTTA

Forte afirmou que procuraria o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a situação e possíveis encaminhamentos institucionais.

O congressista disse que ainda não havia conseguido conversar com Motta, mas relatou ter recebido manifestações de preocupação de outros deputados.

“Estou agora, inclusive, indo para a casa dele” , afirmou.

Segundo Forte, a Câmara deve assumir um papel nas discussões sobre a decisão do Supremo e seus possíveis efeitos sobre a eleição.

O deputado não detalhou quais medidas poderiam ser adotadas pelo Legislativo nem anunciou uma iniciativa formal para contestar o resultado.

REFORMA DO JUDICIÁRIO

Forte defendeu que a próxima legislatura priorize uma reforma do Poder Judiciário. Entre as mudanças propostas, citou a revisão do processo de indicação de ministros do STF e a restrição às decisões monocráticas.

O deputado afirmou que a escolha dos integrantes do Supremo deveria deixar de ser atribuição exclusiva do presidente da República, com participação dos Poderes Legislativo e Judiciário.

Também defendeu que decisões individuais de ministros fossem permitidas apenas em situações excepcionais, como durante o recesso, com prazo para posterior análise pelo colegiado.

“O Supremo precisa voltar para a casinha dele, para discutir as questões de constitucionalidade e inconstitucionalidade perante o cumprimento da Constituição”, declarou.

Segundo Forte, as mudanças seriam necessárias para reduzir conflitos entre instituições e recuperar a confiança da população no Judiciário.