Celina Leão (PP) fez sua primeira declaração pública após vencer a disputa pelo governo do Distrito Federal, neste domingo (25). A candidata derrotou Leandro Grass (PT) no segundo turno e foi eleita para comandar o Palácio do Buriti pelos próximos quatro anos.

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Em seu primeiro discurso após a vitória, Celina agradeceu a Deus e aos eleitores e afirmou que pretende governar para toda a população do Distrito Federal, incluindo quem não votou nela.

“Quero agradecer primeiro a Deus. A Ele toda honra e toda glória. Agradecer a cada um que confiou na gente. Tenho certeza de que estamos prontas para servir esta cidade. Eu falava durante toda a campanha sobre o coração do servo, que é o coração do rei. Nós vamos servir esta cidade com humildade", declarou a governadora.

A governadora disse ainda que já foi cumprimentada pelo adversário, Leandro Grass, por telefone. Ela também destacou a presença de mulheres nos cargos majoritários e agradeceu à imprensa e à senadora Michelle Bolsonaro.

Disse ainda estar confiante na vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

Com 97,46% das seções apuradas, Celina Leão teve 57,20 % dos votos válidos. Leandro Grass (PT) teve 42,80%.

Celina Leão, candidata ao governo do DF, vota no 2º turno

"Nós somos o único estado da Federação que tem os quatro cargos majoritários compostos por mulheres. Esse é um grande desafio nosso. Vamos honrar a população trabalhando, servindo e fazendo desta capital, deste estado, um modelo para o Brasil", indicou Celina Leão.

A governadora seguiu para o comitê de campanha, no SIA, para agradecer, segundo ela, “a todas as pessoas que estavam nas ruas e que estão lá acompanhando”.

"E agradecer a cada um aqui do Distrito Federal. Você que votou, você que não votou, nós vamos governar para todos", finalizou a governadora.

Como foi o 2º turno

Durante a campanha de segundo turno, a candidata afirmou que parte do eleitorado teria se confundido na hora de votar e, por isso, passou a reforçar o número 11.

Mais de 26 mil eleitores digitaram 22 para governador, número do PL, embora não houvesse candidato ao GDF com essa numeração. No entanto, os dados eleitorais não permitem saber em quem essas pessoas pretendiam votar.

🔎Ou seja: os votos anulados por quem digitou 22 seriam mais que suficientes para elegê-la, caso a intenção fosse, realmente, escolher Celina Leão.

Além de reforçar o próprio número, Celina manteve a ampla aliança partidária formada no primeiro turno e buscou novas adesões.

Entre os apoios recebidos estão o do ex-candidato Kiko Caputo (Novo) e o da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSD). A agenda da candidata também incluiu caminhadas, reuniões comunitárias e encontros com moradores, lideranças e apoiadores.

De acordo com a campanha de Celina, o segundo turno foi marcado pela ampliação do diálogo com os eleitores e pela apresentação mais detalhada das propostas.

A candidata manteve agendas nas ruas e passou a reforçar especialmente projetos para saúde, educação e transporte.

Na reta final, a estratégia foi intensificar a presença junto aos eleitores e buscar o voto de quem ainda estava indeciso.

A campanha afirma ainda que procura adaptar o diálogo às demandas das diferentes regiões do DF. "A prioridade é manter essa presença, esclarecer dúvidas e conquistar a confiança de quem ainda está decidindo o voto. Não existe eleição ganha", destaca um assessor.

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