Ao chegar ao Hotel Intercontinental para comemorar a reeleição do petista Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (25), Janones afirmou que conseguiu criar o canal de Whatsapp "Exército do Lula", com mais de 10 milhões de seguidores, graças à missão de defender a democracia.
“Eu agradeço [o título de maior nome do 2º turno], mas o nome real desta eleição é Luiz Inácio Lula da Silva. A energia vem dele, a força vem dele. Eu recebi a missão de canalizar isso. A energia nunca emanou de mim. Eu peguei a energia dele e, como se fosse um cano, canalizei essa energia para distribuir para o povo brasileiro”, afirmou.
“A gente reagiu à covardia. E mostrou que, da mesma forma que eles se reúnem para fazer o mal e assassinar reputações, a gente mostrou que é possível se unir para defender a democracia”, declarou.
Janones recusa título de ‘o cara da virada’ no 2º turno
Janones voltou a comparar Lula com o jogador Leonel Messi, da Seleção Argentina, e disse que ele não precisa usar as redes sociais e tem uma juventude inteira ‘para correr por ele’.
“Nós jogamos para o Messi. O Messi nunca deixou de ser gênio. Ele fala na seleção da Argentina: olha, eu não consigo correr mais, mas o restante eu faço. Os jovens disseram: eu corro por você. Eu dizia para o Lula: ‘O senhor não tem que aprender a usar rede social. O senhor já fez o que tinha que fazer. Nas redes sociais, nós correremos pelo senhor’. E foi isso que a gente fez”, declarou.
Sofre o fato de ganhar algum cargo no futuro governo Lula, Janones afirma que nunca teve esse tipo de conversa sobre cargos com o presidente reeleito e o PT e não almeja, por ora, esse agrado, como recompensa pelo trabalho no segundo turno.
“Nunca houve essa conversa. Em 2022, as pessoas diziam que o presidente Lula deveria ter me nomeado ministro. Ele não deveria porque uma condição [minha] em 2022 era que eu continuasse na Câmara dos Deputados. O meu compromisso é com a democracia e com o maior presidente que este país já teve”, afirmou.
Lula faz discurso da vitória em hotel na capital paulista
'Nós enfrentamos todos', diz marqueteiro
Marqueteiro do PT diz que reeleição derrota Trump, tarifaço e família Bolsonaro
Principal nome do marketing da campanha vitoriosa de Lula (PT), o marqueteiro Sidônio Palmeira, ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do Brasil, comemorou neste domingo (25) a vitória do petista de virada no segundo turno.
“Acho que a gente voltou para esse segundo turno e pautou falando dos projetos do governo e discutindo o futuro do país. Nós enfrentamos todos: Trump, o tarifaço, os Bolsonaro querendo entregar o país. Tudo isso, e o provo compreendeu o que estava em jogo e deu a vitória ao presidente Lula”, afirmou ao g1.
Muitas vezes questionado dentro e fora do PT sobre as estratégias de campanha do primeiro turno, que levaram Lula a chegar atrás de Flávio Bolsonaro (PL), Sidônio afirmou que não se sentiu pressionado após a derrota na primeira etapa e se disse convicto sobre a sugestão de proibição das bets no Brasil.
“Para ser sincero, eu não fui pressionado em nenhum momento. Eu sugeri ao presidente proibir as bets. E ele aceitou com a maior naturalidade. Não senti nenhuma pressão. A minha relação com o presidente é a mesma desde o primeiro turno e durante o período. Nós estivemos sempre do lado do povo brasileiro”, afirmou.
O marqueteiro da campanha de Lula, Sidônio Palmeira (PT) fala sobre a reeleição do presidente

