A declaração foi dada por volta das 22h, durante entrevista a jornalistas na residência oficial do Senado, em Brasília, ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“Estou convivendo com o senador Flávio Bolsonaro há 8 anos. Ele é um colega meu, senador da República” , afirmou Alcolumbre.

O presidente do Senado disse que o resultado demonstra o apoio de parte expressiva dos eleitores às propostas apresentadas por Flávio durante a campanha.

“Um colega senador da República disputou a eleição e teve 60 milhões de votos. Isso não é pouca coisa” , declarou.

CUMPRIMENTO A FLÁVIO E A LULA

Alcolumbre afirmou que fez questão de cumprimentar Flávio antes de dar parabéns a Lula pela vitória. Segundo ele, a disputa ocorreu em um país politicamente dividido, com diferenças no comportamento dos eleitores entre as regiões.

“Eu queria fazer um registro, antes de cumprimentar o presidente Lula pela vitória, cumprimentar o adversário, o colega senador Flávio Bolsonaro, pela disputa” , disse.

Na sequência, Alcolumbre reconheceu a reeleição de Lula, que recebeu cerca de 64 milhões de votos, segundo os números mencionados pelo senador. Ele afirmou que a diferença superior a 4 milhões de votos representa a decisão majoritária dos eleitores.

O presidente do Senado também informou que ele e Hugo Motta telefonaram para Lula e para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) depois da confirmação do resultado, para cumprimentá-los pela reeleição.

Alcolumbre defendeu que o novo mandato seja marcado pela redução dos conflitos políticos e afirmou que o Congresso manterá uma relação de diálogo e independência com o Executivo.

“O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva contará com um Congresso altivo, voltado à pacificação” , declarou.

Hugo Motta também cumprimentou Lula e Flávio pelo resultado da eleição. O presidente da Câmara afirmou que o petista terá uma nova oportunidade de conciliar o país e defendeu que o governo avalie seus acertos e erros.

“Quero que o presidente reeleito possa fazer uma avaliação dos seus acertos, mas também dos erros cometidos” , disse.

Os 2 presidentes defenderam a legitimidade do sistema eleitoral e afirmaram que o Congresso respeitará a decisão das urnas.