Em 13 das 14 disputas presidenciais desde 1945, o vencedor nacional também foi o mais votado entre os mineiros. A única exceção foi em 1950, quando Getúlio Vargas ganhou a Presidência apesar de perder em Minas para Eduardo Gomes. O Estado é o 2º maior colégio eleitoral do país, com 16.377.659 pessoas aptas a votar .

No 1º turno, realizado em 4 de outubro, Flávio recebeu 5.777.548 votos (48,24%) em Minas, contra 5.188.936 (43,33%) de Lula.

A disputa foi apertada durante a apuração do 2º turno. Em determinado momento, só 7 votos separavam os candidatos. Às 23h11, com 99,99% das urnas apuradas, Lula somava 6.351.021 votos (50,43%) no Estado, ante 6.241.768 (49,57%) de Flávio –vantagem de 109.253 votos.

Na parcial, Lula tinha 1.162.085 votos a mais em Minas do que no 1º turno. O número correspondia a 11,2% do aumento de 10.371.678 votos registrado pelo petista no país entre as duas votações.

Lula se tornou o 1º candidato a vencer um 2º turno presidencial depois de terminar a votação inicial atrás do adversário no atual período democrático.

O presidente recebeu 10.371.678 votos a mais do 1º para o 2º turno, segundo a parcial. A abstenção caiu de 21,08% para 19,21%. Esses números não permitem determinar quantos eleitores que faltaram à 1ª votação escolheram Lula na 2ª.

No 1º turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos no país, ante 45,16% de Lula. A vantagem de 1,87 ponto percentual –ou 2.224.965 votos– foi a menor entre os 2 primeiros colocados em uma votação inicial para presidente desde a retomada das eleições diretas, em 1989.

A eleição de 2022 permanece como a disputa presidencial mais apertada no 2º turno desse período. Naquele ano, Lula derrotou Jair Bolsonaro (PL) por 50,90% a 49,10% dos votos válidos, margem de 1,80 ponto percentual. Em 2014, Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) por 51,64% a 48,36%, diferença de 3,28 pontos.