A abstenção no estado de São Paulo caiu no segundo turno das eleições de 2026. O número de eleitores que deixaram de votar foi de 7.690.900 no primeiro turno, quando a taxa foi de 22,54%, para 6.759.202 no segundo, o equivalente a 19,81% do eleitorado apto.
A redução foi de 931.698 eleitores entre os dois turnos, e o percentual de abstenção recuou 2,73 pontos percentuais.
Na capital paulista, o movimento foi semelhante. A abstenção caiu de 23,39% no primeiro turno, quando 2.138.713 eleitores não compareceram às urnas, para 20,36% no segundo, com 1.861.898 de ausências. A diferença foi de 276.815 eleitores.
Além da queda na abstenção, os índices de votos nulos e brancos também diminuíram no estado e na capital na comparação entre os dois turnos.
No estado, os votos nulos passaram de 916.243 (3,47%) no primeiro turno para 716.331 (2,62%) no segundo. Já os votos em branco caíram de 632.801 (2,39%) para 389.606 (1,42%).
Na capital, os votos nulos recuaram de 278.977 (3,98%) para 216.904 (2,98%). Os votos em branco passaram de 174.614 (2,49%) para 104.890 (1,44%).
As três situações têm significados diferentes. A abstenção corresponde à ausência do eleitor na votação. Já os votos em branco e nulos são registrados por quem comparece às urnas, mas não destina um voto válido a nenhum dos candidatos daquele cargo.
Abstenção: ocorre quando a pessoa apta a votar não comparece à votação. Na parcial das 21h20, a taxa era de 21,08% do eleitorado das seções já contabilizadas.
Voto em branco: é registrado quando o eleitor aperta a tecla “branco” e, depois, “confirma” na urna eletrônica. Até aquele horário, representava 1,84% dos votos registrados para presidente.
Voto nulo: ocorre quando o eleitor digita um número que não corresponde a nenhum candidato ao cargo e confirma. Na disputa presidencial, os nulos representavam 2,93% dos votos registrados.
Recorde de abstenção no 1º turno
O índice de abstenção no estado de São Paulo atingiu 22,56% dos eleitores aptos a votar neste domingo (4), o que equivale à ausência de 7.687.443 de eleitores.
Segundo dados do TRE-SP, é a maior abstenção em primeiros turnos de eleições para governador desde pelo menos 2014.
O indicador tem aumentado a cada pleito:
Em 2022, foram 21,61% (7.495.213 de eleitores)
Em 2018, 21,52% (7.111.896 de eleitores)
Em 2014, 19,52% (6.245.198 de eleitores)
A ausência de eleitores em todo o país foi de 21,08%, a maior registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde 1998, quando 21,49% dos eleitores não compareceram às urnas.
O índice nacional também vem aumentando a cada disputa desde 2006: passou de 16,75% naquele ano para 18,12% em 2010, 19,39% em 2014, 20,33% em 2018 e 20,95% em 2022. O percentual de 2026 ainda pode mudar com a conclusão da apuração.

