Flávio permanecerá no Senado até 31 de janeiro de 2027. Como decidiu disputar a Presidência, não concorreu à reeleição para a Casa.
DA ALERJ AO SENADO
Flávio iniciou a carreira política em 2003, quando assumiu seu 1º mandato na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Foi reeleito em 2006, 2010 e 2014, permanecendo na Assembleia até o fim de 2018.
Na eleição de 2018, disputada no mesmo ano da vitória presidencial de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), Flávio concorreu ao Senado pelo Rio de Janeiro. Foi o mais votado no Estado, com 31,3% dos votos válidos, e conquistou um mandato de 8 anos, iniciado em 1º de fevereiro de 2019.
A disputa presidencial de 2026 não foi a 1ª tentativa do senador de chegar ao Executivo. Em 2016, quando ainda era deputado estadual, concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro e terminou em 4º lugar. Na ocasião, manteve o mandato na Assembleia Legislativa.
PERDA DO FORO
Com o fim do mandato, Flávio deixa de ter foro no Supremo Tribunal Federal. A Corte, porém, pode manter a competência para julgar casos relacionados a crimes cometidos durante o exercício do mandato e em razão das funções. Em março de 2025, o STF decidiu que essa regra continua válida mesmo depois da saída do cargo.
Uma das principais apurações sobre Flávio envolve o financiamento de Dark Horse , filme sobre a trajetória política de seu pai. Sob relatoria do ministro André Mendonça, o inquérito investiga repasses do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, à produção do longa.
Mensagens e áudios indicam que Flávio cobrou pagamentos de Vorcaro. A Polícia Federal ainda busca esclarecer a origem e o destino dos valores e quanto foi efetivamente usado no filme. O senador afirma ter procurado patrocínio privado para a produção e nega ter oferecido vantagens ao banqueiro.
A outra investigação examina possíveis crimes de lavagem de dinheiro em negócios envolvendo empresas financeiras e casas de apostas, com participação do advogado Willer Tomaz. Registros analisados pela PF indicariam que Flávio tinha acesso à conta bancária de uma empresa da qual Tomaz é sócio. Ambos negam irregularidades.

