Segundo ele, os preços dos ativos vinham refletindo uma expectativa de vitória de Bolsonaro e, com ela, a perspectiva de maior disciplina fiscal.

Com o resultado eleitoral contrariando esse cenário, a desmontagem dessas posições pode provocar um movimento intenso de venda no curto prazo.

Ainda assim, Daswani argumenta que os fundamentos estruturais para investir no Brasil permaneceriam válidos após o ajuste inicial: o país segue oferecendo juros nominais e reais excepcionalmente elevados, tem forte exposição a commodities e ocupa uma posição cada vez mais relevante na oferta de minerais críticos, tema que tende a ganhar importância em cadeias globais de energia e tecnologia.

JPMorgan: Ibovespa deve cair 20% e dólar ir a R$ 5,50 nos próximos dias após eleição

Nesse contexto, ações domésticas mais sensíveis ao ciclo econômico brasileiro tendem a sofrer mais, enquanto exportadoras devem apresentar desempenho relativo superior, beneficiadas pela expectativa de desvalorização do real

Como os mercados vão abrir nesta segunda após a reeleição de Lula?

Mercado teme deterioração fiscal após reeleição do presidente e projeta queda da Bolsa, alta do dólar e avanço dos juros, com investidores atentos às primeiras sinalizações da equipe econômica e à relação do governo com o Congresso

O analista também destaca um fator político que, na sua visão, limita mudanças bruscas de direção econômica: o Congresso brasileiro seria consideravelmente mais conservador do que o presidente, reduzindo o espaço para uma guinada acentuada à esquerda na política econômica.

Ele cita que a direita detém cerca de 59% das cadeiras na Câmara dos Deputados e mais de 64% no Senado, enquanto o partido de Bolsonaro é a maior força na Câmara. Dow Jones Newswires

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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