Na eleição de 2026, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após uma virada histórica do primeiro turno, a única desde a redemocratização, os dois pêndulos mais uma vez balançaram para o lado do candidato que se saiu melhor nas urnas brasileiras: Lula ficou à frente com 51,8% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 48,2%.
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A primeira eleição após a redemocratização do Brasil foi também a primeira disputada pelo atual presidente Lula, que foi derrotado por Fernando Collor de Mello (PRN).
Os Estados-pêndulo escolheram Collor naquele ano, quando ele fez 52,82% dos votos válidos em Minas Gerais contra 47,18% de Lula. No Amazonas, o escolhido para assumir o executivo recebeu 52,69%, enquanto o petista ficou com 47,31%.
Em 1994, na segunda eleição depois da redemocratização e a primeira vitória de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nas urnas, FHC conseguiu apoio da maioria da população em primeiro turno, também com vantagem nos Estados-pêndulo.
FHC conquistou a maioria dos eleitores, um total de 54,28% dos votos válidos nacionalmente, além de apoio de mais da metade dos eleitores aptos dos dois Estados: 64,82% em Minas Gerais e 60,50% da votação válida no Amazonas.
A eleição de 1998 terminou em primeiro turno com a reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Apesar de não haver disputa no segundo turno, o presidente recebeu mais de 50% dos votos em ambos os Estados-pêndulo.
Em Minas Gerais, FHC foi o escolhido por 55,67% dos eleitores com votos válidos, enquanto no Amazonas garantiu 54,67%. Nacionalmente, Fernando Henrique Cardoso recebeu um total de 53,06% dos votos válidos.
A primeira eleição de Lula, em 2002, também demonstrou a força dos Estados-pêndulo, quando o presidente conseguiu vitória inédita nas urnas, derrotando José Serra (PSDB), que posteriormente tentaria concorrer novamente, contra Dilma.
Na época, a votação de Lula chegou a 66,51% dos válidos no Estado de Minas Gerais, onde Serra conquistou 33,49%. A vantagem do petista foi um pouco menor no Amazonas, onde levou 65,13% dos válidos, e Serra fez 34,87%.
Na segunda eleição de Lula, quando ele concorria contra seu atual vice, Geraldo Alckmin (PSDB), o petista teve ampla vantagem contra o tucano, principalmente no Amazonas, em que conseguiu ainda mais votos que Dilma em 2010.
Lula fez 86,82% dos votos válidos no Estado do Norte, onde Alckmin conseguiu apenas 13,18%. Em Minas Gerais, a diferença foi menor, mas ainda com vantagem para o petista. Foram 65,19% dos votos válidos contra 34,81% de Geraldo Alckmin.
A primeira eleição de Dilma Rousseff (PT), em 2010, logo após a saída do presidente Lula, Dilma Rousseff derrotou José Serra (PSDB) novamente com vantagem nos Estados-pêndulo.
Em Minas, a presidenta conquistou 58,45% dos votos válidos, enquanto o tucano ficou com 41,55%. O Amazonas votou em peso em Dilma, que conquistou quatro vezes a porcentagem de Serra: a petista fez 80,57%, enquanto seu adversário chegou a apenas 19,43%.
A disputa de 2014, que reelegeu a primeira e única mulher a assumir a presidência do Brasil, Dilma Rousseff (PT), o cenário de apoio dos Estados-pêndulo se repetiu na disputa contra Aécio Neves (PSDB).
Em Minas Gerais, Estado de origem de Dilma, ela foi a escolhida por 52,41% dos eleitores, enquanto seu adversário recebeu 47,59%. A diferença foi ainda maior no Amazonas, em que o tucano fez 34,98% dos votos válidos contra 65,02% conquistados pela petista.
No segundo turno da eleição de 2018, a disputa pela vaga para presidente era disputada entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro, que colocou a faixa pela primeira vez, na época representando o PSL, também com a preferência da maioria dos eleitores de Minas e do Amazonas.
Em Minas Gerais, Bolsonaro levou grande vantagem no segundo turno de 2018, quando venceu com 58,19% dos votos válidos, contra 41,81% conquistados por Haddad. O Amazonas foi mais apertado, em que o então eleito ficou com 50,27% dos votos válidos contra os 49,73% levantados pelo petista.
Na eleição presidencial de 2022, que terminou com vitória do petista, tanto o Amazonas quanto Minas Gerais registraram maior votação para Lula sobre Jair Bolsonaro (PL).
No Estado do Sudeste, o presidente fez 50,20% dos votos válidos no segundo turno, enquanto o ex-presidente conseguiu 49,80%. O Amazonas deu 51,10% dos votos válidos para o petista, enquanto o candidato do PL fez 48,9%.
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