Alex Wakeford permaneceu no estúdio — ao menos por enquanto — e aproveitou sua última publicação no Canon Fodder , página oficial sobre o universo de Halo no Halo Waypoint , para responder às dúvidas da comunidade sobre os dois projetos. O primeiro é Halo: Fireteam Noble , romance de Troy Denning , autor de diversos livros da franquia. A história se passa após os eventos de Halo 5: Guardians (2015) e acompanha a reconstrução do lendário esquadrão Fireteam Noble, de Halo: Reach (2010), ao lado de Jun , o único integrante original que sobreviveu. “É absolutamente nossa intenção ver este projeto chegar ao fim. Troy escreveu uma história fantástica e boa parte do processo editorial já foi conduzida”, escreveu Wakeford .
O segundo projeto é Halo: Burn the Road Home , novela de Kenneth Peters ambientada em 2560, sete anos após a invasão do planeta Criterion pelas forças do Covenant . A trama acompanha uma força de ataque da UNSC sem Spartans, que enfrenta uma ameaça crescente. Sobre o livro, Wakeford foi igualmente direto: “Estamos determinados a ver isso até o fim”.
A situação fica ainda mais delicada diante do rumor — ainda não confirmado oficialmente pela Microsoft ou pela Activision — de que o próximo jogo da franquia será um reinício completo do universo (via TweakTown ). A fonte TechnicalHalo , que antecipou corretamente a chegada da nova versão de Halo: Combat Evolved ao PlayStation , afirmou que o projeto da Activision “é um reinício, um novo capítulo — o universo atual não será continuado”. Caso isso se confirme, os livros publicados desde a época da Bungie poderiam deixar de fazer parte do cânone oficial. Entre eles estão The Fall of Reach , Contact Harvest e Ghosts of Onyx , além de dezenas de outros títulos que ajudaram a construir um dos universos de ficção científica mais detalhados dos videogames. Como Halo: Fireteam Noble e Halo: Burn the Road Home pertencem à continuidade atual, os livros poderiam ser publicados e, ainda assim, tornar-se material não canônico.
O encerramento do Canon Fodder , coluna que existia havia anos e era o principal canal de comunicação entre a equipe narrativa do estúdio e os fãs, deu o tom do momento. “Com isso, o Canon Fodder chegou ao fim. Para sempre? Quem sabe. Quem sabe. Os que vierem depois podem optar por continuar. Um novo autor pode emprestar sua pena à série para futuros esforços narrativos. Nesse caso, aproveite este momento para apertar firmemente a mão de quem quer que seja essa pessoa futura. Vá em frente e leve à comunidade a boa palavra sobre toda a história e o universo de Halo… E nós amamos muito essa grande jornada com vocês”, escreveu Wakeford . A publicação também trouxe arte conceitual inédita de Zeta Halo , o anel de Halo Infinite , com biomas que não chegaram ao jogo final.
A franquia passou pelas mãos da Bungie de 2001 a 2010 e, depois, da então chamada 343 Industries — rebatizada Halo Studios em 2024 — até 2026, quando Halo: Campaign Evolved , nova versão do primeiro jogo feita com a Unreal Engine 5 , chegou ao mercado, em julho. Agora, pela primeira vez desde o início dos anos 2000, uma empresa de fora da Microsoft , com uma trajetória bem diferente, ligada a Call of Duty (2003), vai definir os rumos de Master Chief . A equipe confirmou que o Halo Fest , evento da franquia marcado para dezembro, continua previsto. Por enquanto, os livros seguem em produção, mas sem garantia de lançamento.
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