A cidade de São Paulo teve 275.975 abstenções a menos no segundo turno das eleições de 2026, neste domingo (25), em comparação com o primeiro turno, em 4 de outubro. Em números absolutos, foi a maior redução de ausências registrada nos municípios brasileiros.
MAPA: veja a apuração por estados, cidades e locais de votação
Os dados foram obtidos a partir do cruzamento das informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Belo Horizonte (57.318) e Brasília (36.073) completam as cinco primeiras posições.
O levantamento considera a redução no número absoluto de abstenções, e não a variação percentual. Por isso, os municípios mais populosos, que concentram os maiores eleitorados, predominam nas primeiras posições.
O g1 também fez um levantamento com as cidades que registraram as maiores reduções percentuais na ausência de eleitores. Leia aqui.
Veja as 20 cidades com maior redução no número de abstenções
Confira como foi a votação na sua cidade no 2º turno; consulte por estado
Duas viradas e momento da vitória: a evolução dos votos
Como foi feito o levantamento
O g1 cruzou os registros de comparecimento e de abstenção dos dois turnos das eleições de 2026, considerando os 5.571 municípios e os registros eleitorais brasileiros presentes nas bases analisadas.
Para cada localidade, foi calculada a diferença entre a taxa de abstenção do primeiro e a do segundo turno. As vinte maiores reduções, em números absolutos, foram selecionadas para a análise.
Vitória de Lula
A redução da abstenção entre os dois turnos foi um dos fatores que contribuíram para a virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026, como explicou o g1.
No primeiro turno, Lula terminou a disputa com 2,2 milhões de votos a menos que o adversário. Já no segundo, venceu com uma vantagem de 4,4 milhões de votos.
Além da maior participação dos eleitores, a virada foi resultado da redução dos votos brancos e nulos, do crescimento da votação de Lula em todos os estados e da perda de votos de Flávio em parte do país.
A taxa nacional de abstenção passou de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo, o menor índice em 20 anos. Com isso, 2,83 milhões de eleitores a mais compareceram às urnas.
Ao mesmo tempo, os votos brancos e nulos caíram de 5,98 milhões para 4,15 milhões. Esses movimentos contribuíram para ampliar o número de votos válidos na disputa.

