Durante pronunciamento, Nunes Marques reconheceu que a determinação judicial, que estendeu a votação das 17h para as 19h, provocou dificuldades operacionais e exigiu adaptações nos procedimentos da Justiça Eleitoral. Apesar dos problemas, assegurou que o processo foi concluído com segurança.
“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, afirmou o ministro, destacando a confiança no trabalho realizado pelas equipes técnicas do tribunal.
Prorrogação da votação causou dificuldades
Segundo Nunes Marques, a decisão foi proferida quando milhares de urnas eletrônicas já haviam encerrado a votação. Para cumprir a determinação, o TSE precisou suspender temporariamente o recebimento dos boletins de urna, evitando o acesso antecipado aos resultados.
A medida provocou um acúmulo de arquivos à espera de processamento e gerou preocupação sobre a capacidade dos sistemas de armazenar todas as informações.
O presidente do TSE explicou que havia recebido o pedido de prorrogação por volta das 15h30 e buscado informações técnicas antes de avaliar a possibilidade de ampliar o horário. Segundo ele, não existia previsão normativa para uma medida dessa natureza, considerada inédita na história do tribunal.
Apesar dos desafios, Nunes Marques afirmou que as providências adotadas permitiram superar as dificuldades e dar continuidade à totalização dos votos.
A prorrogação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin após a campanha de Lula apresentar denúncias de restrições na oferta de transporte coletivo e dificuldades de deslocamento de eleitores em diferentes estados brasileiros.
A decisão estabeleceu que a votação poderia continuar até as 19h, pelo horário de Brasília, exclusivamente nas seções eleitorais que permaneciam abertas às 17h. As urnas que já haviam encerrado o recebimento de votos não poderiam ser reabertas.
Em comunicado oficial divulgado às 18h44, o TSE esclareceu que o recebimento dos boletins de urna, a totalização e a divulgação dos resultados seriam retomados após as 19h.
Nunes Marques também afirmou que eventuais irregularidades relacionadas à oferta de transporte coletivo seriam apuradas pela Justiça Eleitoral.
Ao apresentar o balanço do segundo turno, o presidente do TSE confirmou a reeleição de Lula , que recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. O ministro reiterou sua confiança na segurança da apuração, apesar dos problemas operacionais enfrentados durante o processo eleitoral.

